Entendendo o Sheldon quando o assunto é spoilers

Da época em que eu ainda assistia The Big Bang Theory, eu lembro que, em um dos episódios, o Sheldon praticamente fritou com o fato de que alguém – que eu já não lembro quem – disse para ele e que ele considerou uma das coisas mais ofensivas da vida, algo que você não pensa que pode ser um spoiler, mas que pode gerar todo um problema para a pessoa que o escuta, sim.

Quando eu vi o episódio, é claro, eu achei que aquela opinião sobre spoilers era absurda, afinal não foi revelado qualquer detalhe da história, tinha sido só um comentário sobre o quanto a coisa (notem que eu não lembro mais o assunto em questão) era “de cair as calças” (notem que eu também não lembro a expressão que foi utilizada).

Mas eu vivi isso na pele e agora digo que o entendo. Motivo pelo qual achei que era interessante montar um post sobre o assunto.

Lembram quando eu digo que não aumento as minhas expectativas em relação a muitas coisas só para poder aproveitar melhor o que pode ser oferecido a mim? Pois é. Essa é a regra geral e isso está diretamente relacionado ao assunto do post. Porque quando você vai assistir a um filme ou a uma série, ou ainda vai ler um livro, sei lá, estando completamente ignorante sobre o assunto, você percebe a história de um jeito completamente diferente de quando você vai sabendo a opinião e a impressão dos outros – ou ainda sabendo de um ou outro detalhe.

É claro que resenhas ajudam você a escolher melhor o livro que você vai ler a seguir, por exemplo, ou muitas vezes você não se importa em saber, porque suas expectativas nunca vão subir de verdade. Mas podem haver casos em que a opinião de alguém influencia tanto você que as coisas podem desandar – e no meu caso desandaram feio.

Isso aconteceu com um dos episódios mais recentes de Once Upon a Time. A Ana praticamente chorou enquanto falava sobre o episódio, dizendo o quanto era lindo, e dizendo “I have all these feelings”, e ainda ficou comentando alguns detalhes do episódio (eu ouvi, sua vaca sem discrição), e então veio a Lara e muitas coisas no tumblr envolvendo a Belle – que sinceramente me fizeram aproveitar menos o episódio do que eu deveria. Poxa, eram elas, por isso eu fui achando que o episódio ia ser épico.

Para minha completa frustração, o episódio não teve nada de mais, chegando a ser pra mim um dos episódios mais sem graça, quando, pelo teor da história, deveria ter sido mais emocionante – aliás, a série toda é meio emocionante pra mim (e eu ainda falarei sobre ela), o que deixou tudo ainda pior.

E é isso o que pode acontecer e é sobre isso o que o Sheldon estava falando. Às vezes alguém olha pra você e diz: “Assista esse filme, porque é ótimo, perfeito!” Não precisa mais do que isso se você confia na pessoa e sabe que ela tem gostos parecidos com os seus. Então você vai, aumenta suas expectativas porque o fulano ou a fulana falou e quando você vai ver a coisa não chega nem perto do que você esperava, porque você percebe que simplesmente estava esperando demais!

E suas calças não caíram.

Vou montar uma campanha: Proteja seus animaizinhos… digo, amigos da frustração de um episódio estragado por um comentário como “é de cair as calças”.

Só pra piorar a situação eu acabei entendendo detalhes do episódio de modo que eu já sabia o que ia acontecer, porque a Ana não sabe controlar o tom de voz dela e ficou berrando: “Eu sabia que não era! Eu sabia!”.

Agora eu preciso montar minha vingança maligna -q.

Fim do Mundo – Pela 28432748737545 vez

(O número é completamente aleatório, mãs relevem).

Dia 21 de dezembro de 2012 está chegando (“Mas já?! É só o começo do ano!” – ” O tempo não pára, quando você menos esperar é 21 de dezembro”) e mais uma vez o mundo vai acabar.

Porque não é de hoje que existem anúncios de fim do mundo. Aliás, muitos acreditam que o mundo já “acabou” algumas vezes (bom, não o mundo, mas, de certo modo, o que havia nele, como o Dilúvio, o famoso meteóro de pégaso que matou os dinossauros…). E isso acaba funcionando como a história que muitos conhecemos, mesmo que de formas diferentes, de que, se alguém fala repetidas vezes uma coisa e essa coisa acaba se mostrando falsa, a credibilidade de quem conta fica abalada, digamos assim – o que certamente pode ser utilizado nesse caso, mesmo que o que perde a credibilidade é a história de que o mundo vai acabar.

"Imortalidade! Muahuahuahua!"

Muitos atualmente encaram a situação fazendo piadas e brincadeiras, talvez querendo mostrar que já não tem mais graça essa história toda de fim do mundo, ou talvez apenas para tentar afastar o medo (não é fácil encarar que o mundo pode acabar assim, sem sentir um pouco de apreensão).

Independente disso, de fato, a credibilidade da história foi pro buraco. Para o ano 1000 d.C. já existiam boatos de fim do mundo. Depois em 1033 d.C, por fazer exatos mil anos da morte de Cristo; ano 2000; 21 de maio de 2011; 21 de outubro de 2011… E esses são só os que eu sei, pode haver fim do mundo escondido até no cafofo da minha tia avó – e eu nem sei se eu tenho uma.

Pergunto-me se é divertido ficar profetizando e brincando de fingir-ser-Deus.

"hahaha"

Enfim, encaremos os fatos: o mundo está acabando? Sim. Mas não acredito que seja por algo que  virá dos céus e destruirá a humanidade ou o planeta em uma data marcada. Acho que o mundo está acabando no sentido de que o meio ambiente tem se deteriorado cada vez mais e os desastres naturais vão modificando a realidade que conhecemos. Ademais, muitos outros acreditam que essas datas marcadas para o fim do mundo nada mais são que datas que representam a chegada de mudanças que vão mexer e “destruir” o mundo como o conhecemos, nada mais que isso. Ou talvez sejam apenas delírios que aparentemente – mas só aparentemente – fazem algum sentido. Vai entender…

Só fica difícil saber no que acreditar. Pelo sim ou pelo não, vou aproveitar e ver o fim do mundo feliz depois de assistir The Hobbit, The Avengers, o filme de Tiger and Bunny, The Dark Knight Rises e o que mais aparecer no caminho.

(Ignorem que eu já não sei mais escrever um post decente)

Enem = Pesadelo?

Ok, TALVEZ eu já esteja exagerando quando o assunto é o Enem, mas, sinceramente? Acho que o tema acabou virando tão chato que eu acabo colocando isso onde eu posso, pra ver se, pelo menos assim, as pessoas vão entender e me deixar em paz.

E o pior de tudo é que eu nem fiz Enem, nem preciso me envolver com isso, mas por viver perto de uma pessoa problemática e que está terminando o terceiro ano eu acabei sendo levada nessa onda…

Eu sei que eu não deveria estar falando, quando na vida real (quando o computador não está na minha frente) eu peço – praticamente imploro – para que as pessoas deixem para conversar sobre o Enem para um outro horário, de preferência quando eu estiver bem longe. Isso se chama hipocrisia, mas quem disse que eu sou perfeita, se enganou muito. Mesmo.

Primeiro o erro nas provas amarelas, se não me engano. Depois foram as notas das redações (mais uma vez se não me engano)… E ainda tem o tal do Sisu que acabou sendo de uma dificuldade imensa para que alguém conseguisse acessar (quase como um teste de paciência para os canditados).

E tem todas as decisões de juízes (as chamadas liminares), cancelamentos dessas decisões por órgãos Superiores do Poder Judiciário e reclamações em comunidades do orkut. Pessoas que se vangloriam de terem conseguido uma boa pontuação na redação quando acharam que ia ser uma merda total. Pessoas que chutaram algumas questões e acabaram tendo uma pontuação melhor do que as pessoas que fizeram a prova conscientemente. Pessoas que passaram por adversidades no dia da prova (como doença) e tiveram uma nota boa também… Pessoas reclamando dessas pessoas que tiraram notas melhores que elas, sendo que tinham se preparado para a prova e tinham bem mais condições de tirar uma nota melhor (segundo elas).

É isso o que nós vamos ter agora todos os anos daqui pra frente como exame de seleção para ingresso em universidades? (tenho medo)

Ainda bem que eu já passei por um processo seletivo, mas, apesar disso, temo por minha saúde mental, porque eu não aguento mais isso tudo. E sinto pena das pessoas que tem que passar por isso.

Sem mais.

P.s: Segue um vídeo que eu achei engraçadíssimo (falo mesmo). Cortesia da Ana:

O mundo é dos clichês…

Eu não sei exatamente qual a opinião geral quando o assunto está relacionado com os tão famosos clichês. Há quem goste, há quem odeie, há quem não se importa e outros que faltam sentir vontade de sair quebrando tudo ao ver um (eu sei, estou exagerando…).

O fato é que eles estão em todos os lugares possíveis. Livros, filmes, mangás, HQ’s, seriados, fanfics, ou seja lá o que for, os clichês são bastante comuns. Aliás, é exatamente por isso que eles são chamados clichês.

Acho que todo mundo sabe o que é um clichê, ou pelo menos já ouviu falar. São cenas, falas, frases, situações comuns a vários tipos de mídia, que as pessoas usam incansavelmente por qualquer motivo que possa eventualmente passar pela cabeça delas.

É tão comum quanto se refere a situações comuns. Muitas vezes essas situações se repetem na nossa vida, independente de querermos que ela aconteça ou não. Pode acontecer de nossos pensamentos, frases, gestos, tudo isso ser digno de um grande clichê, porque temos aquilo no nosso subconsciente, ou porque simplesmente achamos que aquilo é uma coisa legal ser feita, ou ainda por qualquer outro motivo que possa aparecer.

Um dos maiores clichês já inventados na história e do qual parece que nunca cansamos é a famosa luta do Bem contra o Mal com a vitória daquele sobre este. Ou então o tão famoso “Felizes para Sempre” muito comum nos conhecidos contos de fadas – ou até mesmo em histórias que não são tão contos de fadas assim.

O que me chateia um pouco com relação a esse assunto é uma coisa que é interente ao fato de ser um clichê, é a insistência com que as coisas podem se repetir, tornando várias e várias obras em algo terrivelmente previsível, de modo que não há qualquer graça, não há emoção em prosseguir, porque vai ser uma perda de tempo. Não pretendo citar exemplos concretos aqui, mas isso é uma coisa que tem me cansado.

Vejamos um exemplo sem apontar diretamente nas feridas dos outros:

Eu tenho mais de dois anos no mundo das fictions feitas por fãs. Li muitas fics durante esse tempo, mas uma coisa que ficou das minhas leituras é que eu devo saber dosar alguns elementos enquanto eu escrevo, entre eles a relação ódio/amor, que é uma das mais recorrentes, além da forma de finalizar fics.

Beijos são melosamente disseminados, como se só se pudesse terminar uma fic com um beijo romântico entre os protagonistas, marcando o final feliz; e perfeito; e blá, blá, blá. Isso quase pode ser chamado de padrão, exceto pelo fato de há fics que tentam montar quase uma resistência armada e que se recusam a ter esse tipo de final.

Eu não vejo problema com coisas românticas, não vejo problema em você querer terminar uma fic de modo meloso… Mas dá, por favor, para parar com esse negócio de padronização de final? Se eu quisesse ler a mesma cena milhares de vezes, eu leria a mesma história milhares de vezes.

 

O Grito

às vezes eu me sinto assim quando leio mais uma vez a mesma coisa em um local diferente...

 

(Uma sensação de déjà vu pode ser terrivelmente chata e cansativa em alguns momentos).

Existem muitas alternativas para se conseguir fazer uma coisa realmente legal, romântica e criativa. Muitas vezes só um detalhe que o leitor provavelmente não estava esperando pode ser o suficiente para mudar completamente de figura. E você ainda pode usar a porcaria do seu clichê e ser original, ao mesmo tempo (o que é a coisa mais legal desse lance de mudar um detalhe que seja). E isso se aplica a qualquer história, seja ela escrita (profissional ou amadoramente) ou visual (filmes, seriados, novelas e tudo o mais).

Outra coisa que me chateia em clichês é o uso que as pessoas fazem dele para conseguir chamar a atenção, fazer sucesso com eles e agradar a maioria. Porque não é todo mundo que sente uma aversão a clichês. O clichê pode também atrair (embora eu não saiba ainda o porquê… ou talvez eu saiba, falo sobre isso daqui a pouco).

Então, eu ainda estou revoltada com os filmes Kick-Ass e O Guia do Mochileiro das Galáxias por um pequeno detalhe meio clichê que destoa da HQ/Livro (respectivamente) e que, eu tenho quase certeza, foi colocado lá só para agradar.

Eu também acho que as pessoas crescem acostumados com certos clichês e estão de fato tão acostumadas com essas cosias  que, se não veem pode aí, sentem falta.

Eu emprestei, por exemplo, Paradise Kiss (mangá da Ai Yazawa) para uma amiga e ela não gostou tanto do mangá por ele ser uma quebra de alguns padrões que nós tanto conhecemos. Tudo bem, eu super-respeito isso, mas é que o eu estava dizendo… Ela ainda disse que preferia realmente as os velhos clichês (e eu mais uma vez digo que respeito isso).

E eu não a culpo, na verdade. Há o lado bom nos clichês e eu admito que às vezes posso torcer para que um senhor clichê aconteça.

A questão é: Quando?

Quando gostar de um clichê varia de pessoa para pessoa. Para mim, os clichês são muito bem vindos quando a história de um modo geral consegue me envolver e consegue se encaminhar para o clichê de modo criativo e interessnate, além de se desenvolver com maestria, o suficiente para fazer com que eu possa pedir mentalmente para que o clichê aconteça. Quando eu simpatizo com os personagens, quando a reviravolta é importante o suficiente para que essa simpatia me faça ter pena ou qualquer outro sentimento.  E não é tudo que me faz passar por esse processo, por isso não consigo gostar de alguns clichês (muitos mal trabalhados).

E outras coisas conseguem me conquistar sem se utilizar do processo anteriormente descrito, como Paradise Kiss, que é um dos meus mangás preferidos (e ele ainda dá a entender em algumas cenas que a coisa vai fugir do clichê mesmo)…

Como eu disse, é uma coisa que varia de pessoa para pessoa.

E no fim das contas, para resumir todo esse lenga-lenga, acredito que independente de ser clichê ou não, o que importa é a forma como a coisa toda é contada.

E então? Qual sua opinião sobre clichês?

Reflita.

Adaptações para o cinema

Acho que todo mundo já assistiu a alguma adaptação de um livro, HQ, jogo, ou sei lá o que mais, feita para o cinema. Tipo Harry Potter, Senhor dos Anéis, Kick-Ass – advinhem: consegui assistir a esse – Watchmen, Memórias de uma Gueixa, O Guia do Mochileiro das Galáxias, O Diabo veste prada, Entrevista com o Vampiro, O Silêncio dos inocentes… E, bom, a lista não para por aí.

Eu não sei qual a opinião geral das pessoas quanto a essas adaptações, então vou me ater ao meu ponto de vista aqui… Se bem que muitas pessoas entram em um consenso quando esse é o assunto: As adaptações de cinema geralmente não fazem a obra original parecer realmente legal. Sempre parece faltar algo, desagrada mais que agrada.

O problema desse post de hoje é que eu não sou uma pessoa que entende do assunto perfeitamente, mas vou tentar fazer comentários interessantes sobre o assunto.

Um exemplo de filme que não chega perto da obra original é Percy Jackson, sobre o qual eu li muitos comentários a respeito. Ao que parece, os fãs da série não ficaram nada satisfeitos com o resultado final da obra cinematográfica. Não assisti, porque eu realmente tenho receio do que eu vou encontrar. Pelo que andei lendo, o vilão principal do livro sequer existe no filme, os rumos que a adaptação toma são mais que completamente diferentes…

Acho que em defesa das produtoras de filmes, e roteiristas, e e elenco e tudo o mais, eu posso dizer que não dá pra colocar todos os detalhes de um livro, por exemplo, em duas horas de filme. Quer dizer, é impossível sintetizar horas e horas de leitura em duas horas de modo que seja satisfatório. Exemplo disso, eu acho que é Harry Potter. Em Harry Potter e o Enigma do Príncipe, filme de 2009, as coisas aconteceram de modo bastante repentino, ao meu ver, e, acredito eu, somente quem leu o livro entenderia com perfeição tudo o que estava acontecendo. Foi tudo bastante rápido, se é que me entendem. Mas isso não impede alguém de entender superficialmente e acho que talvez um filme não precise fazer mais que isso.

No entanto, aquelas pessoas que conhecem a história original (principalmente aquelas que gostam do original) sentem que poderiam ter colocado só aquela cena em que o heroi faz algo que pode parecer não tão relevante assim, mas que acabou deixando alguma impressão no leitor – ou o que quer que seja.

E aquele caso do Percy Jackson é ridículo.

Outro ponto em prol das adaptações é que as pessoas não podem querer ver exatamente o que já leram, viram em outro lugar, outra mídia. Que graça teria? A mesma de reler a mesma obra milhares de vezes dessa vez com os personagens personificados?

E isso é perfeitamente compreensível, afinal, chamam-se adaptações.

A palavra chave então é inovação. Muda-se um pouco aqui, um pouco ali e voilà, temos algo novo.

E volto a Percy Jackson, porque isso me marcou: Como alguém pode fazer um filme com o mesmo nome de um livro e alterar completamente o enredo, mesmo que seja para inovar? Isso ainda não entrou na minha cabeça, mas enfim.

Essa inovação precisa de limites.

Pra falar que eu gostei de alguma adaptação, quero citar o exemplo de O Senhor dos Anéis (A sociedade do Anel), parte da trilogia que acabou virando meu xuxuzinho da minha coleção de séries preferidas. Eu procurei assistir tendo em mente que era uma adaptação de um livro com mais de trezentas ou quatrocentas páginas – agora eu já não lembro. Seria impossível colocar tudo ali. Achei que acabou sendo um bom resultado, mesmo que o filme não tenham colocado Tom Bombadil, por exemplo. Tudo bem, me decepcionou e tals, mas não se pode ter tudo na vida.

E uma adaptação que me deixou um pouco revoltada foi Kick-Ass.

Bom, o filme é bastante fiel aos quadrinhos, embora as diferenças estejam lá para quem quiser percebê-las. O que me desagradou foi algumas partes que foram tão nitidamente adaptadas para que as coisas ocorressem 100% em prol do mocinho… Bom, vou falar um spoiler agora, se não quiser ver, pule as letras em azul.

Ok, eu odiei terem adaptado para o David pegar a meninazinha de quem ele gostava. Quer dizer, nos quadrinhos ela dá um pé na bunda dele e e no filme eles meio que vivem felizes para sempre (não exatamente felizes para sempre, porque eles não falam com essas palavras, mas é como se fosse). Isso meio que descaracteriza a obra somente para que mais pessoas assistam, porque elas normalmente querem e torcem para que o mocinho se dê bem… Aliás, falarei sobre isso eventualmente. Além disso, o Big Daddy está parecendo o Batman!!! Não era pra ser assim…

Não sei, acho que em Kick-Ass meio que ouve um golpe de marketing para que mais pessoas assistissem. Isso me revoltou não por ter acontecido o que aconteceu, mas por esse objetivo capetalista ser tão nítido.

Bom, apesar disso, assistir a filmes sempre me parece uma boa diversão.

E, se esse é o seu objetivo quando assiste a um filme, então o melhor conselho que eu posso dar é que você assista à adaptação antes de ler a obra original. Você pode se divertir duas vezes (vendo o filme e achando ele muito bom e lendo ao livro, por exemplo, e o achando ainda melhor). Estou fazendo isso com Dorian Gray (filme de 2009) e o Retrato de Dorian Gray (livro do Oscar Wilde).

Agora, você pode ser um/uma grande babaca e querer ler a obra original primeiro somente para se divertir criticando a adaptação…

Bom, cada um tem o seu estilo, não? E quem sou eu para criticar, já que faço os dois?! =]

Post que eu havia começado há um bom tempo e só agora tive ânimo para terminar. Estou feliz por isso…

Espero que tenham gostado e até qualquer dia.

Civilização?! Onde?!

Estávamos conversando um dia desses sobre a mudança da Lara para um local, digamos mais afastado, para uma cidade vizinha. Então surgiu o comentário de que ela estaria se mudando para longe da civilização. Eu vou omitir quem soltou o comentário, porque pega mal e eu só quero criticar a frase, não as pessoas.

O problema é: Eu sou uma garota tipicamente interiorana. Meus pais nasceram no interior, eu viajo todas as minhas benditas férias para o interior e eu amo aquele lugar, como se eu mesma tivesse nascido por lá, então, mexeu com qualquer interior, mexeu comigo.

O que mais me revolta, não é a discriminação a locais afastados dos grandes centros urbanos por serem longe, por serem pequenos e essas coisas. Porque, se formos analisar bem, acho que realmente deve haver alguma pontuação negativa para esses lugares por conta disso, afinal, é menor, é menos desenvolvido, mas nem por isso é ruim.

Principalmente comparado nitidamente com os grandes centros urbanos. Como se as cidades fossem o paraíso e o interior o inferno na terra. O interior tem seu lado negativo? Tem, of course. E as cidades? Essas é que têm um lado negativo mesmo.

Primeiro de tudo: o que você define por civilização? Carros?! Prédios?! Acesso a internet?! Acesso ao mundo virtual?! Ok, isso pode ser considerado civilização nos dias atuais, que, aliás, pertence a uma nova era, se me permite dizer. Mas eu acho que, além desses itens, civilização também é educação, solidariedade, algo que minha mãe chama de civilidade, que, segundo a Wikipédia, é:

“Respeito pelas normas de convívio entre os membros duma sociedade. Não confundir com civismo que tem que ver com o respeito pela sociedade organizada, pelas instituições e pelas leis.”

Civilização, mais uma vez segundo a Wikipédia – eu sou meio viciada nesse site, porque diz coisas convincentes, mesmo que eventualmente não sejam verdade – é:

“A civilização é o estágio da cultura social e da civilidade de um agrupamento humano caracterizado pelo progresso social, científico, político, econômico e artístico. O vocábulo deriva do latim civita que designava cidade e civile (civil) o seu habitante.”

Não é por uma cidade se localizar no interior de um estado que vai deixar de ser civilizada. Aliás, se querem a minha opinião, eu acho que as cidades grandes é que não possuem uma gota de civilização, já que as pessoas são mal-educadas, pois o trânsito é caótico e as pessoas só estão preocupadas em buzinar feito umas mulas,  as pessoas são também umas porcalhonas, já que qualquer coisa que peguem e não queiram mais é jogada no chão da rua, como se as ruas da cidade fossem grandes latas de lixo. As pessoas também são pouco gentis. Eu vejo pessoas morrendo – sentido literal e não literal – e outras pessoas não estão nem aí. Deixam a pessoa morrer ou terminam de matar.

Além disso, pessoas transgridem regras básicas de convivio em sociedade e também não ligam para o que possa acontecer a elas ou a qualquer outra pessoa (exemplos: som alto, bebida alcóolica e etc…). E agora eu pergunto:

“Onde está a sua preciosa civilização?!”

Eu sei que eu, provavelmente, não tenho as qualidades suficientes para reclamar de algumas pessoas. Pode ser que eu faça pior e isso é uma coisa que eu tenho trabalhado realmente para melhorar, mas, por favor, dizer que no interior é que falta civilização é um pouco de hipocrisia. Principalmente depois do que eu expus ali em cima.

Acho que as pessoas precisam, na verdade, enxergar que nem tudo é bom ou mal. Já dizia o filósofo que nem tudo é só branco ou preto: existem muitos tons de cinza por aí… Eu realmente não lembro quem disse isso, mas a frase é muito boa.

Indícios de uma civilização antiga. Não é por ser civilização que é cheia de aparatos tecnológicos...

Sem mais, por ora.

O Fanatismo, por alguém que o odeia

"I'm a fanatic"

Então, totalmente sem assunto e sem querer fazer resenha de livros – que eu adoro, mas acho cansativo para quem lê – eu estou escrevendo, com uma preguiça enorme, para falar desse pequeno defeito de algumas pessoas que me deixa com uma pulga atrás da orelha. Às vezes pode parecer que eu só sei falar de livros, então, a ideia é mudar às vezes…

Certo. Na escola, acho que até os meu quatorze anos, eu era a típica fangirl: sabia tudo dos ídolos, tinha algumas fotinhas, discutia sobre trabalhos com alguns amigos e tudo o mais. Acontece, que no meio dos meus amigos, sem que percebêssemos, estava uma das coisas que eu aprendi a odiar com o tempo: um fanático.

Tudo bem, todos somos fãs de alguma coisa e achamos legal e tudo o mais, mas, acho eu, isso tem um limite (aliás, tudo tem um limite). Você pode ser, assim, fã mesmo de alguma coisa, de saber tudo, mas saiba ser fã com dignidade. E onde eu quero chegar com esse papo?! Simples:

Você tem sua opinião, os outros têm a opinião deles, então vamos nos respeitar e sermos todos felizes juntos.

Tudo que eu odeio no fanatismo se resume na frase aí de cima, porque o que eu vejo, quando duas pessoas discutem sobre opiniões diferentes, é a exaltação das ditas pessoas, transformando a discussão quase em uma luta, porque existe uma necessidade de defender seu ponto de vista e até tentar convencer a outra pessoa da sua opinião. Mas, por favor, querer que a outra pessoa realmente aceite só porque você quer assim?! Acho que não.

Na minha historinha do começo quando eu passei a odiar pessoas fanáticas ao extremo, aconteceu que o meu amigo fanático não aceitava que a gente dissesse que a Madona era velha, ou o que quer que a gente falasse de ofensivo sobre ela. E tentava se vingar falando mal das celebridades de que nós gostávamos…

Agora, pensem comigo, pequenos pudins de ameixa: Você gosta de um personagem, certo? Ou você gosta de uma celebridade… Você gosta realmente dele. Mas ele não existe de verdade, ou ele não sabe que você existe. Na verdade, pode acontecer os dois. Então para quê tanto alvoroço?!

Não que eu esteja pregando toda uma filosofia bonita e hipócrita. Não.

Sendo sincera, o fanatismo, na psicologia, é descrito como algo que possui:

1. Agressividade;
2. Preconceitos vários;
3. Estreiteza mental;
4. Extrema credulidade quanto ao próprio sistema, com incredulidade total quanto a sistemas contrários;
5. Ódio;
6. Sistema subjetivo de valores;
7. Intenso individualismo.

“Conheci” uma pessoa dessas há alguns dias. E foi mais ou menos ele que me fez escrever isso, porque o método dele era meio ridículo e o que ele pregava era mais ridículo ainda (“Vou matar vocês dessa faculdade, porque tem ‘irmãos’ [no sentido de compatriotas… eu acho] morrendo no Rio [O cara viajou legal aqui] e vocês são comunistas, playboys, filhos de maçons e que merecem a morte” – By Picasso [longa história]). Ele queria empregar a violência contra um grupo de pessoas para tentar resolver o problema do Brasil…

Cara, tentar impor uma opinião é ridículo. Principalmente, porque temos liberdade de opinião, culto e essas coisas. Nós possuimos livre-arbítrio e uma consciência para utilizá-lo, então é meio inútil você ser um “fanático” no sentido popular da coisa e fazer isso.

Acho que as pessoas poderiam arranjar coisas melhores para fazer da vida, em vez de se preocupar com os comentários acerca de algo que você praticamente idolatra. Comentários dos outros.

Falta maturidade para essas pessoas, na minha opinião.

Sem mais.