Exaustivo e épico: A Guerra dos Tronos

Aproveitando que a Lara pediu que eu emprestasse meu livro “A Guerra dos Tronos” para ela, decidi que vou escrever uma resenha pra ver se ela consegue terminar de ler o livro – embora aparentemente ela não precise de qualquer incentivo. Isso tudo porque eu não queria que o buraco na minha estante permanecesse por muito tempo, sabe como é – e eu sei que ela entende esse sentimento… Que é uma coisa importante, veja bem, eu poderia estar falando de qualquer um dos livros que eu já li esse ano, mas vou falar de um que eu lembro em partes apenas com este propósito especial –q.

Então. Guerra dos Tronos é realmente bom. Epicamente bom. No entanto – e estou sendo sincera quando o digo – é um livro sacal. Você deve estar pensando como paradoxalmente essas duas qualidades existem no mesmo livro, mãs [!] é necessário um raciocínio simples para entender isso.

A Guerra dos Tronos é um livro de fantasia medieval que se passa em uma terra fictícia chamada Westeros e a história basicamente começa quando Eddard Stark, senhor de Winterfell, recebe a visita de Robert Baratheon, seu amigo e Rei dos sete reinos. Essa visita, além de permitir que os dois se reencontrem após um longo tempo, tem por objetivo um convite – Robert quer que Stark seja sua Mão (Mão do Rei), um cargo que possui funções semelhantes a de um conselheiro, embora exista um conselho nos sete reinos – nessa época do reinado do Rei Robert, dizem nos Sete Reinos que a Mão do Rei é quem governa, na verdade. E quando Eddard, vulgo Ned, aceita esse convite – influenciado pela suspeita de que algo podre estava acontecendo no reino -, ele mal sabe onde está se metendo.

É um livro chato, porque você demora pra ler. A fonte é pequena, as páginas são enormes, uma quantidade sem fim de páginas (imagina quando o terceiro da série chegar, com suas oitocentas-e-não-sei-quantas páginas) e é uma série que é densa, de modo que não pode ser contada em poucas páginas, não mesmo! Tem uma infinidade de personagens que eu não consigo lembrar com facilidade, muitos lugares que eu tive dificuldade pra aprender também… No início você não sente qualquer ânimo e a vontade que você sente é de largar mesmo. Pronto falei.

Eu levei em torno de seis meses entre estudos, provas, Guerra dos Tronos, animes, outros livros com uma fluidez melhor, provas e momentos vagantes na internet pra conseguir terminar de ler o primeiro livro. Foi uma saga meio cruel.

MAS – e esse mas precisa estar em letras maiúscuas – a leitura valeu a pena, não sei. Depois de determinado momento você se acostuma, se apega, se interessa, torce, reclama dos personagens, não mais da leitura em si – e tenho a impressão de que isso acontece quando se passa a ter um pouco mais de ação. Até chegar nesse momento em que você se empolga, tem que ser forte pra suportar o início cansativo – e eu sei que você vai conseguir fazer isso pacientemente se gostar de livros do gênero, talvez você não passe pela experiência de achar o livro chato, nunca se sabe.

Tudo bem que mesmo depois que eu me empolguei eu demorava três horas pra ler oitenta páginas, mas o ritmo depois melhora. Entre malas pra arrumar pro carnaval, saídas repentinas pra resolver alguns problemas, manicure caseira e a viagem em si, eu consegui ler em torno de oitenta páginas do segundo livro em um dia – tudo bem que eu me esqueci de colocar na mala coisas importantes, mas relevem. E em seis dias o dito cujo tinha sido completamente devorado. Acho que o tédio que foi o meu carnaval explica isso.

Pontos que eu acho positivos na série são: o fato de ser um universo completamente diferente do nosso, com personagens que são ao seu modo incríveis – okay, nem todos, existem muitos que são chatos como uma tarde escaldante sem nada útil para se fazer -, com momentos épicos, frases dignas de citação – não que eu lembre alguma agora além de “O inverno está chegando” -, intrigas, assassinatos a serem desvendados, segredos a serem protegidos, momentos indignantes e momentos em que você realmente lamenta. Além disso, o fato de cada capítulo ser narrado em terceira pessoa, mas sob a perspectiva de um personagem (que está indicado como se fosse o número do capítulo) torna o livro algo diferente e interessante.

Pontos negativos… eu diria que a fonte da letra, o início desestimulante e coisas que eu já mencionei, lugares demais, pessoas demais, além de uma dura lição que George Martin faz questão de ressaltar – algo que todos sabemos, de fato.

Aliás, Martin faz questão de ser bem realista em sua história, nas batalhas ou na vida cotidiana, não importa, ele mostra as coisas como as coisas são. Um livro de fantasia para adultos – é como ele define o livro.

Para aqueles interessados – ou não – tem também a série da HBO – okay, que todo mundo já deve ter ouvido pelo menos alguém falar – e que, sim, é uma excelente adaptação – e digo isso mesmo tendo visto só dois episódios. Alguns atores são diferentes do que eu imaginei, sim, existem coisas a serem criticadas, sim e muitas, mas longe de desagradar tanto quanto outras adaptações por aí. Creio que existe alteração de algumas coisas com relação ao livro, deve ter uma ou outra coisa que desapareceu, e uma ou outra coisa a mais (ou não tão a mais assim, não é, Loras e Renly? – porque pra mim eles dois são canon, ponto), mas acho que é uma interessante perda de tempo da vida.

Se eu tivesse que dar uma nota de zero a cinco para o livro: Cinco lobos gigantes.

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O Último Reino – Bernard Cornwell

Aí vamos nós para a primeira resenha de janeiro do desafio de férias, embora já esteja passando do meio do mês e eu já devesse ter feito isso há algum tempo… O negócio é que eu não tive tempo… Mas vejamos:

Título Nacional: O Último Reino
Ano de Lançamento: 2006
Número de Páginas: 362 páginas
Editora: Record

A primeira coisa que eu tenho que dizer sobre esse livro é a seguinte: Cornwell é um grande… bom, eu não tenho um adjetivo pra ele. Primeiro de tudo eu estava em um tédio só enquanto lia o livro em questão. Passei meses parada no mesmo lugar e quando eu finalmente resolvo colocar a leitura pra frente, deparo-me com um livro incrível, com cenas de luta marcantes, personagens cativantes e um enredo que me deixou grudada no livro até que tudo tivesse terminado.

Mas vamos por partes.

O Último Reino é o primeiro romance de uma série que contará a história de Alfredo, o Grande, e seus descendentes. Aqui, Cornwell reconstrói a saga do monarca que livrou o território britânico da fúria dos vikings. Pelos olhos do órfão Uthred, que aos 9 anos se tornou escravo dos guerreiros no norte, surge uma história de lealdades divididas, amor relutante e heroísmo desesperado. Nascido na aristocracia da Nortúmbria no século IX, Uthred é capturado e adotado por um dinamarquês. Nas gélidas planícies do norte, ele aprende o modo de vida viking. No entanto, seu destino está indissoluvelmente ligado a Alfredo, rei de Wessex, e às lutas entre ingleses e dinamarqueses e entre cristãos e pagãos.

(Resumo tirado do site Sobre Livros).

O protagonista é Uthred e narra toda a história. Uthred é filho de uma família influente da Nortúmbria, como fica claro na sinopse, e, apesar de seu pai e os padres acreditarem que o melhor para ele era ser uma pessoa letrada, ele acaba não aprendendo a ler e a escrever, ao contrário, quando é capturado pelos dinamarqueses, Uthred aprende a lutar e, acho que por conta dessa falta de instrução (no sentido mais acadêmico, não prático), a narração acaba sendo uma coisa meio seca. As descrições de lutas são muito boas, as descrições de lugares passam (eu não gostei tanto assim dessas descrições, porque eu não gosto de descrições de lugares, isso é um fato), as impressões do jovem Uthred são interessantes, mas não há sentimentalismo.

O que acaba sendo um ponto muito forte a favor da série (pelo menos pra mim).

Foi meu primeiro contato com um livro desse autor e devo confessar que estava meio receosa. Porque eu sou o tipo de pessoa que não acredita muito quando uma quantidade considerável de pessoas elogia demais algo ou alguém. Mas acho que os elogios são merecidos, sim.

E acho que o melhor de tudo é a base histórica que o livro possuí, já que Cornwell é um escritor que se dedica a pesquisar fatos históricos. (Talvez por isso ele seja considerado como um dos maiores escritores da atualidade)…

Tudo bem que as lutas, a carnificina e o sangue espalhado por todos os lados são pontos ótimos, mas saber que há uma base histórica fundamentando tudo deixa a coisa mais emocionante.

Recapitulando, que eu acho que perdi o jeito de escrever resenha: Gosto do enredo, da base histórica, dos personagens, dos acontecimentos, do sangue, das lutas, da narração, até da capa eu gostei, não gostei exatamente das descrições… Ah, e não gostei do fato de que alguns nomes são meio ruins de lembrar, o que acabou confudindo um pouco, mas deu pra ler sem muitos problemas, apesar disso.

Outra coisa interessante são as críticas à Igreja Católica, ao catolicismo da época, à dicotomia Pagãos x Cristãos e os desdobramentos que essa “rivalidade” ocasiona.

Eu recomento o livro para quem gosta de aventura, e lutas, e essas coisas todas.

O último reino é o primeiro livro de uma série, chamada Crônicas Saxônicas, que atualmente possui cinco livros publicados (os cinco foram publicaods no Brasil) e, pelo que me pareceu, ainda não tem um fim previsto (mas eu espero que não demore tanto para acabar, porque eu pretendia comprar todos os livros e eu sou meio lisa, então…)

* Outros livros da série:

– O último reino

– O cavaleiro da morte

– Os senhores do norte

– A canção da espada

– Terra em chamas

.

É isso, eu acho. ;D

O mundo é dos clichês…

Eu não sei exatamente qual a opinião geral quando o assunto está relacionado com os tão famosos clichês. Há quem goste, há quem odeie, há quem não se importa e outros que faltam sentir vontade de sair quebrando tudo ao ver um (eu sei, estou exagerando…).

O fato é que eles estão em todos os lugares possíveis. Livros, filmes, mangás, HQ’s, seriados, fanfics, ou seja lá o que for, os clichês são bastante comuns. Aliás, é exatamente por isso que eles são chamados clichês.

Acho que todo mundo sabe o que é um clichê, ou pelo menos já ouviu falar. São cenas, falas, frases, situações comuns a vários tipos de mídia, que as pessoas usam incansavelmente por qualquer motivo que possa eventualmente passar pela cabeça delas.

É tão comum quanto se refere a situações comuns. Muitas vezes essas situações se repetem na nossa vida, independente de querermos que ela aconteça ou não. Pode acontecer de nossos pensamentos, frases, gestos, tudo isso ser digno de um grande clichê, porque temos aquilo no nosso subconsciente, ou porque simplesmente achamos que aquilo é uma coisa legal ser feita, ou ainda por qualquer outro motivo que possa aparecer.

Um dos maiores clichês já inventados na história e do qual parece que nunca cansamos é a famosa luta do Bem contra o Mal com a vitória daquele sobre este. Ou então o tão famoso “Felizes para Sempre” muito comum nos conhecidos contos de fadas – ou até mesmo em histórias que não são tão contos de fadas assim.

O que me chateia um pouco com relação a esse assunto é uma coisa que é interente ao fato de ser um clichê, é a insistência com que as coisas podem se repetir, tornando várias e várias obras em algo terrivelmente previsível, de modo que não há qualquer graça, não há emoção em prosseguir, porque vai ser uma perda de tempo. Não pretendo citar exemplos concretos aqui, mas isso é uma coisa que tem me cansado.

Vejamos um exemplo sem apontar diretamente nas feridas dos outros:

Eu tenho mais de dois anos no mundo das fictions feitas por fãs. Li muitas fics durante esse tempo, mas uma coisa que ficou das minhas leituras é que eu devo saber dosar alguns elementos enquanto eu escrevo, entre eles a relação ódio/amor, que é uma das mais recorrentes, além da forma de finalizar fics.

Beijos são melosamente disseminados, como se só se pudesse terminar uma fic com um beijo romântico entre os protagonistas, marcando o final feliz; e perfeito; e blá, blá, blá. Isso quase pode ser chamado de padrão, exceto pelo fato de há fics que tentam montar quase uma resistência armada e que se recusam a ter esse tipo de final.

Eu não vejo problema com coisas românticas, não vejo problema em você querer terminar uma fic de modo meloso… Mas dá, por favor, para parar com esse negócio de padronização de final? Se eu quisesse ler a mesma cena milhares de vezes, eu leria a mesma história milhares de vezes.

 

O Grito

às vezes eu me sinto assim quando leio mais uma vez a mesma coisa em um local diferente...

 

(Uma sensação de déjà vu pode ser terrivelmente chata e cansativa em alguns momentos).

Existem muitas alternativas para se conseguir fazer uma coisa realmente legal, romântica e criativa. Muitas vezes só um detalhe que o leitor provavelmente não estava esperando pode ser o suficiente para mudar completamente de figura. E você ainda pode usar a porcaria do seu clichê e ser original, ao mesmo tempo (o que é a coisa mais legal desse lance de mudar um detalhe que seja). E isso se aplica a qualquer história, seja ela escrita (profissional ou amadoramente) ou visual (filmes, seriados, novelas e tudo o mais).

Outra coisa que me chateia em clichês é o uso que as pessoas fazem dele para conseguir chamar a atenção, fazer sucesso com eles e agradar a maioria. Porque não é todo mundo que sente uma aversão a clichês. O clichê pode também atrair (embora eu não saiba ainda o porquê… ou talvez eu saiba, falo sobre isso daqui a pouco).

Então, eu ainda estou revoltada com os filmes Kick-Ass e O Guia do Mochileiro das Galáxias por um pequeno detalhe meio clichê que destoa da HQ/Livro (respectivamente) e que, eu tenho quase certeza, foi colocado lá só para agradar.

Eu também acho que as pessoas crescem acostumados com certos clichês e estão de fato tão acostumadas com essas cosias  que, se não veem pode aí, sentem falta.

Eu emprestei, por exemplo, Paradise Kiss (mangá da Ai Yazawa) para uma amiga e ela não gostou tanto do mangá por ele ser uma quebra de alguns padrões que nós tanto conhecemos. Tudo bem, eu super-respeito isso, mas é que o eu estava dizendo… Ela ainda disse que preferia realmente as os velhos clichês (e eu mais uma vez digo que respeito isso).

E eu não a culpo, na verdade. Há o lado bom nos clichês e eu admito que às vezes posso torcer para que um senhor clichê aconteça.

A questão é: Quando?

Quando gostar de um clichê varia de pessoa para pessoa. Para mim, os clichês são muito bem vindos quando a história de um modo geral consegue me envolver e consegue se encaminhar para o clichê de modo criativo e interessnate, além de se desenvolver com maestria, o suficiente para fazer com que eu possa pedir mentalmente para que o clichê aconteça. Quando eu simpatizo com os personagens, quando a reviravolta é importante o suficiente para que essa simpatia me faça ter pena ou qualquer outro sentimento.  E não é tudo que me faz passar por esse processo, por isso não consigo gostar de alguns clichês (muitos mal trabalhados).

E outras coisas conseguem me conquistar sem se utilizar do processo anteriormente descrito, como Paradise Kiss, que é um dos meus mangás preferidos (e ele ainda dá a entender em algumas cenas que a coisa vai fugir do clichê mesmo)…

Como eu disse, é uma coisa que varia de pessoa para pessoa.

E no fim das contas, para resumir todo esse lenga-lenga, acredito que independente de ser clichê ou não, o que importa é a forma como a coisa toda é contada.

E então? Qual sua opinião sobre clichês?

Reflita.

O Cirurgião – Tess Gerritsen

Uma amiga minha me emprestou esse livro há pouco tempo e virou um dos meus favoritos quando o assunto é literatura. Tive que lê-lo rápido, porque existiam mais pessoas na minha frente na lista de pessoas querendo lê-lo, mas, mesmo que eu não tivesse esse pequeno “porém”, eu o teria lido com a mesma velocidade e dedicação.

O cirurgião, da americana Tess Gerritsen – na verdade, o nome dela é Terry, mas ela achou que deveria deixá-lo um pouco mais feminino… -, é um romance policial e médico também, que conta a história de um serial killer que mata mulheres após retirar os seus úteros.

Há dois anos os assassinatos começaram. Os úteros eram retirados de suas vítimas (se não me engano havia estupro também) e, logo em seguida, o assassino cortava-lhes as gargantas.

Os assassinatos pararam com a morte do criminoso. Dois anos depois, os assassinatos voltam a acontecer de modo similar, mas em um local diferente: antes Savannah, depois Boston. O problema é que o assassino estava morto. Então, quem os estava cometendo ali, naquela cidade tão distante do foco inicial dos primeiros homicídios?

Procurando uma conexão entre os assassinatos, os investigadores Thomas Moore, Jane Rizzoli, além de varios outros, procuram a única pista aparente entre os acontecidos: Catherine Cordell, a médica que havia escapado dos primeiros casos de homicídio, que havia atirado no serial killer de Savannah, matando-o, e a pessoa que poderia ajudar na investigação dos homicídios que estão acontecendo em Boston.

Tudo bem, eu sei, sou horrível com resenhas, por isso que na maioria das vezes não sou eu que escrevo, só copio e colo e deixo pra escrever somente minhas opiniões, que são mais fáceis de sintetizar.

Muito bem, muito bem, muito bem.

Tess Gerritsen é uma médica PHD aposentada, acho, que decidiu escrever romances em seu tempo ocioso. E, tenho que dizer, a mulher está fazendo um bem à humanidade enquanto escreve, porque O Cirurgião é um livro definitivamente muito bom e ela sabe o que está fazendo.

A ideia central é muito boa, a ideia dos homicídios que acontecem com um padrão de dissecação enquanto as vítimas ainda estão vivas é terrivelmente assustador, a ideia de uma pessoa ter escapado antes e o fato de que, talvez, essa mesma pessoa possa ser uma vítima em potencial dos homicídios que estão acontecendo no presente é genial. A ideia de se colocar conhecimentos técnicos e específicos, mesmo que as pessoas não entendam, dando verossimilhança para a história, é incrível. Esses e outros detalhes fazem da trama da Gerritsen encatadoras, deixando os fãs de livros do gênero pelo menos satisfeitos com o resultado final.

Uma coisa que poucas pessoas devem gostar – ou talvez não, considerando que existem pessoas loucas no mundo – é os detalhes que aparecem no livro, como quando, não é exatamente um spoiler, se fala em dissecação de cadáveres e um investigador coloca a mão no corte feito pelo “cirurgião” (alcunha que o serial killer ganha pela precisão do seu corte quando da retirada dos úteros) para constatar a falta de últero, ou quando se fala nas cirurgias que são feitas pela Dra. Catherine, ou quando os detalhes dos assassintatos são comentados e discutidos. Há quem possa achar essas passagens fortes e chocantes, mas aí depende de cada um.

Os personagens são muito bons, exceto talvez a própria Catherine Cordell, que tem um pouco daquele lance de ser a boa moça, a vítima, a donzela indefesa – se alguém não simpatizar com ela, é certamente por isso.

A trama e a forma como todos os acontecimentos são conduzidos são duas coisas empolgantes nesse livro. Acho que não poderia ter sido melhor. Cada elemento em seu lugar, as investigações seguindo o rumo certo e nada fantasioso, sem existir aquilo de exagerar ou parecer que a coisa não ficou perfeitamente encaixada. E o desfecho… É você vai ter que esperar pra ler o desfecho caso queira saber. Mas digo que o livro mantém um mesmo ritmo e uma mesma qualidade do início ao fim.

Eu realmente recomendo esse livro para quem gosta de livros do gênero e acho que vale cada segundo e centavo gastos com ele.

Atualmente é um dos meus favoritos, nem deu para perceber, certo?

Então. É isso. Não consigo encontrar defeitos no livro, então perdoem-me pela resenha completamente parcial… Acho que eu deveria pedir algum dinheiro por falar tão bem do livro (ou não)… xDDD

*

Livro – A Sociedade do Anel

Eu sempre encontro problemas quando chega o momento de escrever um novo post. Eu tenho uma lista sobre as coisas que eu quero falar, mas, não sei, sempre acho que não é o momento de falar sobre determinado assunto. Então eu acabo demorando às vezes, ou pelo menos me enrolando na hora de escrever. E então eu tomo uma decisão e aí vamos nós.

Escolhi falar sobre O Senhor dos Anéis hoje, porque foi um livro que eu simplesmente odiei quando peguei para ler aos doze anos de idade. Muitas pessoas leram, ou viram o filme, e acharam super cool e tudo o mais, mas eu não conseguia enxergar como poderia ser tão bom assim.

E eis que eu reli, depois de ter comprado em uma promoção do Submarino.

Primeiramente, O Senhor dos Aneis deve ser lido (prefencialmente) depois de se ter lido O Hobbit. Se você não quer ler O Hobbit primeiro, então se dê ao trabalho de ler o Prólogo e qualquer informação adicional que vier anteriormente, porque essas informações são muito úteis.

(Eu cometi o crasso erro de não ler o prólogo na minha primeira tentativa, e larguei sem ter terminado o primeiro capítulo… enfim).

Então. Passado esse momento introdutório e de recomendações, vamos tentar fazer uma resenha decente:

(Mesmo que eu não saiba exatamente o que devo dizer aqui, já que tinha dado um tempo das resenhas de livros e meio que tenha enferrujado).

O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel – começa passados sessenta anos desde os acontecimentos de O Hobbit. Bilbo, portador do anel (do Um Anel, para ser mais precisa), resolve dar uma festa de aniversário em comemoração aos seus 111 anos e aproveita para comemorar o aniversário de 33 anos de Frodo, seu sobrinho (aliás, essa é a idade onde se alçança a maioridade na cultura Hobbit). Festa essa que corre perfeitamente bem e muito agitada até o anúncio de sua partida, quando Bilbo desaparece para que ninguém mais o encontre.

Ele afirma estar cansado de tudo aquilo e decide partir, mas, antes, deixa muitos de seus bens para Frodo, que, mesmo estando triste com a partida do tio, aceita cuidar do que agora lhe pertence.

Incluindo o Anel.

Gandalf, depois de investigar sobre a história daquele anel, acaba descobrindo grande parte da verdade por trás do artefato e avisa a Frodo de que ele deverá levá-lo para as Montanhas da Perdição, local onde foi forjado e onde deveria ser desctruido.

Passado algum tempo, Frodo parte ao lado de Sam, além de Peregrin Tuk e Meriadoc Brandebuque, até Valfenda onde acontecerá uma reunião que acaba por decidir o destino de todos aqueles que formarão a Sociedade do Anel.

Bom, pelo que eu me lembro é isso e é a partir daí que a história da jornada até Mordor começa efetivamente.

Se formos para falar de defeitos na obra, eu diria o que muitos já sabem: o livro é bastante descritivo, e cansativo, e longo. Mas acho que se você cria um mundo novo com várias coisas novas, você vai querer explicar para todo mundo como as coisas funcionam nesse mundo novo que você criou. E eu digo isso, porque eu também escrevo (fanfictions, mas relevem a insignificância desse fato), é perfeitamente compreensível.

No mais, acho que a descrição dos lugares me pareceu simplesmente linda, porque descrevia lugares que parecem bastante mágicos e isso me encantou bastante, fazendo-me esquecer completamente que eu sou do tipo distraída que não consegue se concentrar nas coisas às vezes.

Acho que, excluindo-se esse fato, O Senhor dos Anéis é uma leitura que se torna bastante interessante à medida que as coisas vão acontecendo, porque você vai estar sempre preocupado em descobrir o que vai acontecer na próxima página.

O modo como a história se desenvolve também não poderia ter sido melhor. O livro é extenso, a comitiva do anel passa por bastante coisa ao longo da história, muitos são os lugares por onde eles passam também e Tolkien soube trabalhar cada acontecimento dentro do tempo correto, digamos assim. Não achei que tivesse ficado tão corrido, ou tão lento.

Também achei os personagens incríveis, por suas qualidades, por seus defeitos, por seus atos, por suas palavras, por sua sabedoria, por sua força, por suas vidas. Foi outro detalhe que me chamou a atenção, porque personagens como Gandalf, Aragorn, Legolas, além de Gimli, Boromir e tantos outros, incluindo a Senhora Galadriel… Enfim, admiro a capacidade de Tolkien por tê-los criado da forma como os criou, cada um parecendo ter vida e personalidade. E eles são tantos que, se eu escrever uma história com tantos personagens, eu me perderia e não conseguiria fazê-los com personalidades tão convincentes e de modo que não se confundam.

Bom, achei que foi uma ótima leitura. Não uma das mais rápidas, mas demorar três dias pra ler esse livro não foi tão ruim. Além disso,consegui quebrar o “pré-conceito” que eu tinha com o livro e saí daquela história de “eu nunca vou conseguir ler isso tudo” que eu tinha quando era mais nova.

É isso, por hoje.  =]

Literatura Clássica

A famosa literatura que todo mundo já foi ou vai ser obrigado a ler no colégio, ou até está sendo obrigado a ler isso nesse minuto, já que as aulas estão recomeçando.

Acho que todo mundo já está careca de saber que esse tipo de literatura é bem antigo, que é obrigação ler, porque vai cair na prova (ou no vestibular), ou você vai ter que fazer algum trabalho, não importa. Só o fato de fazer parte da obrigação de alguém já é o suficiente para que as pessoas não gostem, achem que aquilo pode esperar, que existem coisas melhores a serem feitas e blá blá blá. Quando se deparam com uma história na qual palavras incomuns nos dias de hoje são ricamente utilizadas, algumas com descrições de dar nó no cérebro, acham que aquilo é o fim e que não pode haver nada pior que aquilo. Além disso, estou ciente de que existem livros que são realmente chatos (e bota chato nisso) e que não contribuem para o modo como as pessoas encaram atualmente a literatura dita clássica.

E isso só se trata da literatura clássica nacional, porque somos obrigados a lê-la especificamente para dar valor ao que temos por aqui.

Quando falamos de literatura clássica universalmente, pode até ser que a mesma coisa aconteça quando se vai ler Shakespeare por exemplo. Ou Camilo Castelo Branco, Gustave Flaubert, que, ao meu ver, podem ser considerados autores “chatos” por conta do tipo de narrativa que eles escrevem. Não que eu tenha lido muitos livros do Shakespeare. Ou que eu tenha lido o livro do Flaubert, embora queira muito. Enfim.

Pergunto-me às vezes se as coisa poderiam ser diferentes se não fôssemos obrigados a passar por essa situação, mas a única conclusão a que eu chego é que: não, a coisa não mudaria. Pelo menos para a senhora maioria da população brasileira, que prefere sair para uma festa, prefere namorar, prefere sair com os amigos para fazer qualquer coisa, seja ela útil ou não, em vez de ficar lendo José de Alencar, por exemplo, que é um dos maiores romancistas brasileiras, mas peca pela quantidade de passagens cansativas em suas narrativas.

E isso não se aplica só a pessoas “não-nerds”, existem muitas pessoas que não conseguem ler um livro da dita literatura clássica, mas lê O Senhor dos Anéis numa boa, achando muito bom, além de ler livros de RPGs, ou HQs… Acho que só mesmo traças de livors que desde cedo procuraram ver naquela leitura muito mais que umas questões de prova, que souberam apreciar o que aquele livros queria dizer, é que atualmente pode até sentir um certo orgulho de ter lido livros que não são assim tão bem vistos pelas outras pessoas.

E é esse o meu conselho quando o assunto em questão é o da literatura de séculos anteriores. Procurar ver mais que uma simples obrigação, mais que uma ordem da professora megera que vai tirar teus pontos ou vai deixar de te atribuir pontos, porque você não leu. Pra mim, a ideia é mais procurar ver que conteúdo cada livro tem e, sei lá, se divertir com eles.

Agora, quando realmente não dá, como o primeiro capítulo d’O Guarani, aí meu conselho é ler se for obrigado e procurar algo melhor se tiver sido uma decisão sua ler o dito livro. Também não podemos ler o que não conseguimos de jeito nenhum.

;P

É isso.

[HQ] Kick-Ass

Aproveitando o início do post para explicações: estive viajando nas últimas duas semanas, sem internet ou qualquer eletrônico útil – e uma televisão, que eu assistia por falta do que fazer -. Sorte que eu levei alguns livros e papel – para escrever o que vem a seguir à mão mesmo. Então, peço desculpas pela falta de atualização e agradeço pelas visitas (mais de 6.700 visitas *-*).

Acho que eu já falei anteriormente sobre minha revolta por não ter assistido Kick-Ass da última vez que eu fui ao cinema… Na verdade, eu estou revoltada, porque ainda não consegui assistir.

Mas, como não deu certo e eu não sei sossegar, pedi à Lara que me enviasse o link de onde ela estava lendo online, para que eu pudesse, pelo menos, saber do que se trata, conseguir maiores informações.

Kick-Ass é uma HQ de Mark Millar e de John Romita Jr e possui oito capítulos. Foi publicada no Brasil pela Panini.

A história, não sei se você conhece, mas vamos ao um resumo básico:

Kick-Ass se trata da história de um cara, Dave, que não era o mais popular da escola, não era o nerd da escola, não era o cara atlético, não era o palhaço, era só mais um garoto comum (e excluido) que gosta de gibis e mora com o pai – viúvo. E esse fato, de ele não ser nenhum exemplo de algum dos estereótipos com os quais já estamos acostumados, ele mesmo deixa bem claro.

Ele também não tinha nenhum motivo para decidir o que decidiu: sua mãe morreu por uma doença, então não havia necessidade de vigança… Ele só afirma ter vocação para o lance de ser heroi.

Então, Dave escolhe uma roupa de mergulho em uma loja (o que o torna um super-heroi meio ridículo, mas vá lá…), decide o que vai fazer para ser um super-heroi (algumas noites patrulhando pelo bairro) e parte para a ação.

A princípio a ideia é bastante interessante (ou muito idiota e suicida), mas a coisa simplesmente vai pra frente. Bom, nem tudo pode sair como o planejado, certo? As coisas desandam um pouco e ele acaba levando uma surra, mas ele não desiste. E muita água ainda rola por essa ponte até o fim da história.

Como eu já disse anteriormente, são oito capítulos (ao que me parece). Nesses oito capítulos até que bastante coisa acontece. O enredo acaba se desenvolvendo bem e, vejam só, houve um bom poder de concisão. Não ficou uma história corrida. Na verdade, tudo acontece ao seu tempo e de modo satisfatório, não deixando a desejar nesse ponto. Os oito capítulos foram muito bem narrados, digamos assim.

Gostei também dos persongens. Aqueles que deveriam ser os secundários souberam roubar a cena, embora o principal tenha também seu lugar – de destaque, diga-se de passagem, pois ele narra em alguns momentos afinal de contas. HIt-Girl e Big Daddy são bem legais e, acredito eu, muita gente acha que eles até deveriam ter mais visibilidade. Jà vi sugestões de que a HQ deveria se chamar Hit-Girl. Enfim.

Ah, adorei a parte da ação como um todo (achei que veria mais “tripas” voando fora e tals, mas achei que as coisas até que foram bem). Achei que aquelas pessoas que estão cansadas de lições de moral em tudo o que vemos hoje em dia, porque realmente já está ficando um pouco cansativo, talvez goste de Kick-Ass, porque não existe lição sobre amizade nas entrelinhas da história. A coisa é mais sobre como você não deve prometer o que não consegue cumprir, sobre vingança e sobre como essa coisa de super-heroi tem seu lado positivo e negativo.

A parte visual e gráfica da HQ… Bom, eu não acho que seja das melhores (talvez porque eu esteja acostumada a ler mangás que sempre – ou não – parecem mais bonitos que HQs… vai saber – se bem que eu acho que já to falando merda, enfim), mas também não é “horrível, terrível, ai meus olhos!”. É até bem normal. E as cores não são tão estranhamente utilizadas como em Watchmen… Meu irmão disse que eu escolhi uma imagem meio traiçoeira (logo uma das mais estranhas), mas eu queria ilustrar, oras. E eu acho Watchmen uma coisa estranha, embora a história pareça legal… Mas eu não estou falando sobre Watchmen nesse post…

O final de Kick-Ass. Bom, o final deixa um ponta solta, pedindo, clamando, implorando, por uma continuação. Correm notícias de que uma continuação iria ser produzida, principalmente considerando que agora temos uma adaptação cinematográfica. O momento não poderia ser melhor, já que, com tanta visibilidade, não faltaria mercado para vendas e coisas do gênero.

O problema é descobrir quando essa continuação seria produzida e quanto tempo isso levaria. Porque não pode acabar de modo tão… aberto. Mas o jeito é esperar. É isso.

Eu tinha começado a escrever esse post antes de viajar, mas não deu tempo de terminar (eu só consegui isso por lá onde eu estive, já que eu não tinha muito com o que me distrair. Haha).

Até a próxima.

=P