Crepúsculo + Zumbis = Warm Bodies?

(Vamos considerar esse post como mais um da linha “Primeiras impressões”, para fins didáticos -q)

Eu tinha visto em algum lugar uma frase sobre o fato de Zumbis estarem virando moda e que muitas coisas de zumbis estavam aparecendo. Acho que li uma vez até um questionamentos sobre a aparição de um romance entre uma humana e um zumbi. E eu fiquei com esse questionamento na cabeça, porque é absurdo, no fim das contas. E nojento.

E, jurando que nada assim ia acontecer, eu vivi os meus dias até hoje, quando eu li no Garotas Geeks um post sobre esse livro, Warm Bodies, do Isaac Marion (Sangue Quente, no Brasil).

Sinopse: R é um jovem vivendo uma crise existencial – ele é um zumbi. Perambula por uma América destruída pela guerra, colapso social e a fome voraz de seus companheiros mortos-vivos, mas ele busca mais do que sangue e cérebros. Ele consegue pronunciar apenas algumas sílabas, mas ele é profundo, cheio de pensamentos e saudade. Não tem recordações, nem identidade, nem pulso, mas ele tem sonhos.

Após vivenciar as memórias de um adolescente enquanto devorava seu cérebro, R faz uma escolha inesperada, que começa com uma relação tensa, desajeitada e estranhamente doce com a namorada de sua vítima. Julie é uma explosão de cores na paisagem triste e cinzenta que envolve a “vida” de R e sua decisão de protegê-la irá transformar não só ele, mas também seus companheiros mortos-vivos, e talvez o mundo inteiro.

Assustador, engraçado e surpreendentemente comovente, Sangue Quente fala sobre estar vivo, estando morto, e a tênue linha que os separa.

E é aí que entra a minha cara de o-mundo-está-realmente-acabando, porque até onde eu sei (e eu sei muito pouco, devo admitir) zumbis não deveriam passar por crises existenciais quanto mais se apaixonar por um humana. Minha impressão é de que zumbis agora virou modinha de vez e que as pessoas talvez não saibam mais o que inventar, além do fato de que zumbis são ótimos em vídeo-games, mas, em romances, eu tenho minhas dúvidas.

Ah, e o filme vai ser produzido logo (começa a ser filmado em julho).

Alguém mais sente “necrofilia feelings”? Bom, não sei por que ainda me surpreendo, considerando que vampiros são seres que teoricamente estão mortos…

Reflitam.

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Kuragehime

Kuragehime é um anime que foi produzido ano passado pelo estúdio Brain’s Base e possuí apenas onze episódios (e um OVA). É baseado em uma série de mangás josei (tipo de mangá que normalmente é voltado para o público feminino adulto) que atualmente ainda está em publicação (tem seis volumes e é publicado na revista Kiss).


Tsukimi Kurashita, conhecida como a protagonista, é uma moça que saiu do interior para morar em Tóquio e conseguir um emprego de ilustradora. Por não ter muito dinheiro, Tsukime acaba indo morar em uma casa com várias outras mulheres que, como ela, são “otakus” (ou o que muitos chamam de “nerds”) de alguma coisa. Cada uma tem um apreço especial por algo e os gostos delas variam bastante. Vão desde trens até homens da terceira idade, passando por generais chineses, bonecas japonesas de porcelana e águas-vivas – essas últimas são justamente as coisas mais preciosas para a protagonista (aliás, o nome do anime parte justamente daí e é algo como “Princesa das águas-vivas”). Ah, e tem uma mangaká de BL (Boys Love) que nunca aparece e que é tratada como algum tipo de divindade ou algo assim.

Todas elas são antissociais, são fanáticas, podem ser consideradas como “fora de moda” e não possuem qualquer vida amorosa, sequer se aproximam de homens – aliás, homens são um tabu.

Em um lindo (não mesmo) dia, Kuragehime conhece uma garota bonita, segura de si e alta que salva uma água-viva de ser morta por incompatibilidade com uma outra espécie de água-viva, pois dividem o mesmo aquário. A moça consegue o que Tsukimi não estava conseguindo, deixando a garota tão feliz, que não se importa quando as duas acabam seguindo juntas para a casa da protagonista.

A moça, que certamente não se preocupa muito com o fato de estar na casa de uma garota que acabou de conhecer, acaba dormindo no quarto de Tsukimi, que, apesar de estar preocupada com a estranha presença da moça ali, a deixa dormir. O problema é que na manhã seguinte as coisas parecem piorar consideravelmente para a protagonista.

Depois dessa introdução, que saiu maior do que eu esperava, devo dizer que a surpresa que aguarda Tsukimi vai tornar aquela presença ali bem mais complicada. E isso é uma coisa que você percebe logo no primeiro episódio, então nem é tão spoiler assim.

É um anime engraçado e divertido, que tem uma ideia original, mesmo que possamos identificar um ou outro clichê ali no meio. E em certos momentos é legal ver um clichê. Principalmente se ele continua sendo um clichê, com uma estrutura um pouco diferente do que estamos acostumados. Foi justamente essa a sensação que eu tive vendo Kuragehime.

Não é um anime dos mais pretensiosos. O enredo é legal, mas não tem grandes e complexos dramas, o que, a meu ver, acaba sendo um grande ponto a favor.

A parte visual é bem bonita, talvez por ser um anime recente, e os personagens são ótimos. É legal ver as peculiaridades de cada uma das meninas que moram na pensão – porque aquela casa parece aquelas pensões que vemos em novelas (eu já assisti novela, não que ainda faça isso atualmente). Além do fato de que todas acabam sendo excêntricas ao seu modo (Mayaya e Jiji que o digam).

O único problema é que, como eu disse, o mangá ainda não foi concluído, logo o final não é dos mais satisfatórios – e isso é uma coisa que dá para concluir a partir do que eu já falei.

Mas, no fim das contas, eu acho que é um anime que deve ser visto, sim. Principalmente por ser curtinho e nem levar tanto tempo para ser finalizado.

E a abertura é uma das mais legais que eu já vi, tanto pela música chicletinho, quanto pelas imagens, com muitas referências a filmes famosos (Star Wars, 007, Kill Bill dentre outros).

Meru Puri – Märchen Prince

Eu ia fazer uma coisa diferente hoje… Eu ia pegar os contos de fadas e falar tudo o que eu penso a respeito deles. Mas aí eu percebi que eu não poderia simplesmente fazer isso, sem ter estudado o suficiente sobre o assunto, já que eu quero mostrar os dois lados dessa coisa que inventaram para iludir as pessoas para divertir crianças, porque aparentemente eles têm alguma função psicológica no desenvolvimento das pessoas ou algo do tipo… Se bem que contos de fadas não foram feitos para divertir crianças, eles foram transformados para isso. Assim, eu decidi que iria escrever (ironicamente) uma resenha sobre Meru Puri, mangá da Matsuri Hino, a mesma mangaká de Destino Cativo, Wanted e Vampire Knight (de longe o segundo melhor mangá dela, perdendo apenas para o mangá citado nessa resenha).

Então eu consegui ler Meru Puri, que eu peguei emprestado da Lara e que aparentemente era uma coisa que eu já deveria ter feito, já que a Ana e a Lara simplesmente ficaram espantadas de eu não ter lido ainda… Fazer o quê?!

Como as pessoas que já acompanham esse blog há um tempo devem saber muito bem, eu possuo um preguiça incrível e não vou me dar ao luxo de escrever um resumo sobre Meru Puri. Minha preferência está em criticar. Então, aí vai a resenha que eu encontrei no Shoujo Café:

Aram (*que aqui é Alan*) é um príncipe de um mundo mágico, graças ao feitiço de seu irmão Jeile, ele vem parar na Terra. Aqui ele conhece a colegial Airi (que vira Aili na publicação brasileira), pois usa o seu espelho em forma de estrela como portal. Airi é descendente de uma princesa que foi exilada há muito tempo do reino de Aram. O príncipe é somente uma criança e a romântica e sonhadora Airi, que providencialmente mora sozinha com o avô que não aparece, o leva para sua casa.

No outro dia, para seu susto o menino acorda na forma de um belíssimo adolescente e seu servo, que passa pelo espelho, explica que tudo é culpa do feitiço: cada vez que usar mágica, Aram envelhecerá! Se for deixado no escuro, também. Só um beijo de uma garota pode reverter os efeitos. Airi e sua vida são viradas de ponta a cabeça por causa da presença do príncipe, exatamente no momento em que sua vida amorosa parecia deslanchar com um c0lega de escola adorável. Depois ainda aparece Jeile que é absolutamente pirado e incapaz de desfazer o feitiço… fora que Jeile deseja Airi como esposa… Bem, leiam o mangá.

Acredito que, se você leu meu post sobre a diferenciação entre shoujos e shounens, sabe que esse não é o meu estilo de mangá/anime preferido, mas, vez ou outra, eu acabo encontrando coisas que valem o tempo desperdiçado lendo. Para um shoujo, Meru Puri é uma história bem divertida e legal. Na verdade, o mangá me pareceu bastante satisfatório. Ele possui algumas doses de comédia, além do romance, tornando a coisa mais divertida do que eu pensei que seria.

Aili é mais uma protagonista de shoujo bonitinha, sonhadora, bobinha e tudo o mais; é viciada na novela “Um Casamento no Campo” (que, aliás, é a fonte dos sonhos românticos da Aili, já que ela quer um romance idealizado baseado nessa tal novela).

Alam é um nanico príncipe de 7 anos de idade, mas que se mostra mais maduro que muita gente por aí e que se transforma magicamente em um adolescente de 17 anos, porque o irmão dele, Jeile, o estava enfeitiçando quando ele teve que fugir de casa.

Longe do que você esteja pensando, Meru Puri não é nenhuma apologia à pedofilia ou qualquer coisa assim. Na verdade, Meru Puri mostra uma coisa bem idealizada. Aili sentes-se atraída pelo Alan, mas ela o trata como uma criança quando ele assume esta forma e sente-se um pouco mal também pelo fato de ele ter somente sete anos. Mas o Alan de 17 anos sabe ser o Alan de sempre, agora com um tamanho proporcional ao da protagonista, sendo um perefito cavalheiro e aparentemente bom o suficiente para que a protagonista esqueça que ele é o que é.

Uma coisa que eu gosto no mangá é que ele é bastante conciso, com quatro volumes, sem enrolar demais para desenvolver toda a história e sem ser rápido demais. Isso mesmo, demais porque, ainda sim, as coisas acontecem um pouquinho rápido.

Um ponto que eu não gosto tanto assim na série é que, como acontece em mangás shoujos, meio que existe mais de duas pessoas apaixonadas pela protagonista, embora, em Meru Puri, não sejam tantas pessoas assim. Além disso, acontece o de sempre: pessoas acabam tentando impedir o casal principal de ficar junto e blá blá blá, mas isso é uma coisa com a qual eu já me acostumei.

Eu particularmente gosto do traço da Matsuri Hino, em especial dos olhos que ela faz, então a parte visual é bastante agradável.

O enredo de uma forma geral é bem interessante, todas as coisas têm sua razão de ser, não ficando uma coisa forçada (como acontece às vezes). Tudo me pareceu bastante plausível. Melhor que aquelas coisas extremamente forçadas como eu já vi acontecer em alguns shoujos.

Meru Puri foi uma leitura agradável, simples e realmente fez valer o tempo desperdiçado. Foi uma boa forma de entretenimento nos intervalos de estudos estressantes. Por todos os motivos que eu citei, merece um segundo lugar na minha lista de shoujos preferidos, perdendo apenas para Paradise Kiss, que aliás, é um mangá ótimo e que posteriormente ganhará uma resenha.

Sem mais, eu me vou, porque eu tenho um trabalho para editar (leia-se: escrever abobrinhas até atinjir um tamanho apropriado).

Academia de Vampiros…

Capa da Primeira edição americana

Então, eu peguei essa série para ler no meio do ano passado, depois de passear pela Harry Potter Brasil, do Orkut e ver o merchan básico da saga. A criatura que estava fazendo propaganda afirmava que quem leu Harry Potter e Crepúsculo (e obviamente gostou dos dois) iria adorar essa série.

Não que eu tenha ido por Crepúsculo. Na verdade, eu só conseguia pensar em algo mais ou menos como: “O que será que esse povo tá inventando agora?”, porque eu estava realmente decepcionada com Twilight e pelo fracasso que a leitura desse livro se mostrou depois que eu o li pela terceira vez e tomei consciência de que era uma porcaria.

Enfim, voltando ao assunto: em pouco tempo eu li o livro. Não devo ter demorado mais que 16 horas para lê-lo (de férias e sem nada para fazer é bom de ler algo). É de uma leitura fácil, sem muitas complicações, narrado em primeira pessoa, por uma protagonista que é simplesmente incrível. E é uma série sobre vampiros não-purpurinados.

Certo, mas agora vamos por partes:

Primeiro eu tenho que fazer algumas explicações. A autora, Richelle Mead, criou um mundo vampírico até bastante coerente e utilizou-se de alguns elementos da mitologia romena, se não me engano, e dividiu os vampiros em três “diferentes espécies”:

Moroi: Eu gosto de dizer que eles são vampiros “bons”. Mas, calma, eles sugam sangue humano e não são purpurinados,  mas de pessoas que voluntariamente se ofereceram como doadores, porque eles não perdem completamente o sangue e, ao ganhar uma mordida de um vampiro desse tipo, é como se milhares de serotoninas fossem liberadas pelo corpo da vítima do doador.

No mais são vampiros organizados em uma sociedade, com uma realeza, possuem também algum tipo de magia elementar que permite controlar um dos quatro elementos. Eu não queria dar spoiler, mas depois aparece um quinto elemento e eu achei que foi meio que uma viagem, mas relevei…

Strigoi: São vampiros que estão realmente mortos. Os vampiros como os conhecemos: maus, sem vida, pálidos, violentos, sedutores (não que os outros não sejam), sem magia, morrem pelos métodos convencionais – incluindo o sol. Qualquer pessoa, sendo vampiro, mestiço ou humano, pode se transformar em um desses, ms aí tem duas condições que a autora explica no livro.

Dhampir (ou “dampiros”): São mestiços. Podem ser filhos de dhampirs com morois e, se não me engano, podem ser mestiços de moroi com humanos… Não lembro ao certo agora e peço desculpas por isso. Eles não são vampiros que sugam sangeu, mas possuem força e habilidade para luta. Eles comumento são empregados como guardiões de Motois, porque os Strigois preferem sangue moroi. Dizem que dá a eles uma força incrível. Então eles precisam ser protegidos…

Além dos humanos…

O livro é narrado por Rose Hathaway, que é uma mestiça (uma dhampir) que estuda em uma escola que a treina para ser guardiã. Na verdade, no início do livro, a Rose está escondida após ter fugido da escola com sua amiga Lisa Dragomir, uma moroi da realeza.

Nova Capa Brasileira

Bom, não vou contar o que acontece a seguir, porque eu realmente quero que mais pessoas leiam, mas deixo a sinopse aqui para maiores informações:

Lissa Dragomir é uma adolescente especial, por várias razões: ela é a princesa de uma família real muito importante na sociedade de vampiros conhecidos como Moroi. Por causa desse status, Lissa atrai a amizade dos alunos Moroi mais populares na escola em que estuda, a São Vladimir. Sua

melhor amiga, no entanto, não carrega consigo o mesmo prestígio: meio vampira, meio humana, Rose Hathaway é uma dampira cuja missão é se tornar uma guardiã e proteger Lissa dos Strigoi – os poderosos vampiros que se corromperam e precisam do sangue Moroi para manter sua imortalidade.

O que eu acho legal na série é a narração. A Rose tem uma personalidade legal, longe de ser uma garota mimada ou cheia de nhem, nhem, nhem. Na verdade, ela é o contrário disso, porque ela precisa ser durona pela profissão que ela quer seguir (ser guardião não é moleza).

Outro ponto importante é a forma como as coisas acontecem. Não sei, eu gostei bastante da forma como a autora fez as coisas acontecerem, das reviravoltas e principalmente do desfecho. Aliás, adoro os desfechos dos livros da série.

O que eu não gostei foi do apego excessivo que a protagonista tem com a amiga, embora seja perfeitamente natural e compreensível. Além disso, odiei a tradução do termo dhampir para dampiro.

No meio da história surgem também alguns problemas típicos de adolescentes no ensino médio e, realmente, a história se passa com adolescentes de 17 anos.

E, por último, tem o pequeno detalhe de que eu não gosto nem um pouco da Lissa. Eu adoro todos os outros personagens, mas eu não simpatizo com a garota moroi por sua personalidade e por, aparentemente, ser uma garota mimada. Eu até entendo que ela tenha passado por problemas e tudo o mais, mas acho que ela poderia ser um pouco mais forte.

Já que estamos falando de personagens: ao lado do Jesse, d’A Mediadora, no meu hall de protagonista “pegaeu”, está o Dimitri Belikov, que tem sutaque russo, é um dhampir/guardião incrível, é bonito, é eficiente, tem princípios e não é um chato por isso, além disso, ele tem cabelos longos e seria perfeito se fosse interpretado pelo Ben Barnes (Príncipe Caspian de Crônicas de Nárnia, caso fizessem um filme dos livros).E existem outros personagens também que são muito bons, mas só vou me ater a esses, porque o post já está ficando enorme e eu quero implantar a curiosidade em quem lê isso aqui.

Enfim, esse não é o melhor livro da série, nem o melhor que já li na vida, mas até que é bom, para um início. E eu recomendo, porque está entre os meus preferidos.

Outros livros da série:

– Vampire Academy (O Beijo das sombras, na tradução brasileira)

– Frostbite (Aura Negra, na tradução brasileira)

– Shadow-Kissed (Ainda não publicado aqui no Brasil)

– Blood Promise (Ainda não publicado no Brasil)

– Spirit Bound (Lançamento dia 18/05/10 nos EUA)

– Last Sacrifice (Lançamento dia 07/12/10 nos EUA) Sinceramente, eu tenho medo desse último livro, mas vou esperar para ver no que dá =\

É isso, por ora.

Fantasmas, fantasmas e romance…

Aproveitando o meu momento de total falta de tempo necessidade de expressar meus comentários a respeito de livros e séries que eu gosto, eu decidi que faria uma resenha dessa série também, já que essa é mais uma daquelas séries meio mulherzinha, mas que sabe ser incrível tanto pelas suas personagens, como pelo seu enredo, sem se tornar cansativo ou chato.

Estou falando da série A Mediadora, da Meg Cabot. Mas nesse post eu vou me ater somente ao primeiro livro, porque depois eu pretendo escrever sobre os outros livros em outras ocasiões…

Então. Essa é uma série de livros infanto-juvenis que se adequa ao gênero sobrenatural e romance. Conta a história de Suzannah, uma adolescente um tanto quanto problemática que vez ou outra consegue se meter em confusão em Nova York. Aliás, Suzannah conta sua história, já que o livro é narrado em primeira pessoa.

No primeiro livro, intitulado “A Terra das Sombras“, Suzannah muda-se de Nova York para ir morar com a mãe e o padrasto, que são recém-casados, e com os novos irmãos, na Califórnia. Suze, como é chamada, não estava muito satisfeita com toda aquela mudança, já que ela tinha amigos em NY (na verdade era só uma amiga, salvo engano) e tinha a escola, mas parece querer tentar se adaptar à nova vida do jeito dela – por exemplo: aceitando se mudar, mas viajando com a jaqueta de couro que a mãe dela odeia.

No fim das contas, tudo estava indo muito bem. A mãe dizia no aeroporto que o quarto dela na casa deles era lindo e tudo o mais, mas havia um pequeno problema: a casa onde eles iriam morar era uma casa antiga.

A princípio você estranha uma garota ter problemas com prédios antigos. Mas o problema nunca é o prédio em si. O problema, na verdade, é a enorme possibilidade de existir fantasmas em prédios antigos. E Suzannah pode vê-los, ouvi-los, tocá-los, ou o que for.

Daí vem o título da série. Suzannah é uma mediadora que ajuda os fantasmas a se desprenderem desse mundo e seguirem seus destinos, porque, enfim, ela não tem paciência para vê-los lá sem fazer nada (e o pai dela – que morreu quando ela era mais nova) a tinha instruído a fazer isso, quando a encontrou em sua existência pós-morte.

E não poderia ser outro o resultado: quando Suzannah entra no quarto destinado a ela, depara-se com um cara, que estava morto. E ele aparentemente morava ali, o que faz Suze não ficar nada feliz, afinal, não deve ser lá muito agradável dividir o quarto com um cara bonito e defunto.

Além disso, ainda existe a nova escola e os problemas que ela vai enfrentar por lá, como a ex-namorada morta e obsessiva de um colega.

Bom, algum dia eu ainda faço um post exclusivo sobre a Meg Cabot. Achei que, em mais um livro, ela fez um bom trabalho com sua narração em primeira pessoa de uma típica adolescente nova-iorquina. O livro é leve, ao contrário do que possa parecer pela temática abordada e acredito que deva ser, por vezes, engraçado.

Tem um leve tom irônico, porque a Suzannah tem um temperamento um tanto quanto forte. E acho que tem até uma dosagem razoável de ação, já que lidar com fantasmas que, por algum motivo, estão presos a esse plano não deve ser tão fácil. E tem uma boa dosagem de romance também.

Esse é mais um daqueles livros que você pega pra ler quando quer se distrair, se divertir.

Eu gostei bastante dos personagens também. Os amigos que Suze faz na escola são engraçados, embora pareçam um pouco estereotipados.  Os irmãos dela (a quem ela chama de Soneca, Dunga e Mestre), também são bem legais e, em algumas vezes, eles fazem as coisas parecerem mais difíceis. E o Jesse, o fantasma que ela encontra em seu quarto, é simplesmente de babar. E isso não tem a ver cm fato de que ele é o principal ou pelo fato de ele ser bonitão, tampouco é porque ele é espanhol… Ou talvez seja, por tudo isso mesmo. Embora ele seja um cara normal que morreu há mais de cem anos. Ele entra para a minha lista de protagonistas “pegaeu”. Ele tem princípios, ele é do século passado, ele é bonito, ele se preocupa com a Suzannah sem ser um cara chato. E isso, meus caros/minhas caras, não poderia ser melhor…

Capa nova õ/

Modo de confissão: essa série teve alguma relevância quando eu parei de ler Crepúsculo, da Stephenie Meyer, porque a protagonista é melhor que a Bella, a história é melhor, o jeito divertido é melhor, já que a Meyer tentou dar um tom mais dramático/sombrio sem realmente convencer como escritora desse gênero. E, ao ler, eu não tive a sensação de que era um romance meloso ao extremo. Até porque a caracterização que a Cabot fez da Suze não permite que a coisa se transforme em uma gosma grudenta da qual não daria pra se escapar com facilidade.

Muita gente acha a série toda fútil. Acham a Suzannah fútil. Dizem que é um livro bobo e um pouco sem-noção, sem um enredo, que deveria ter sido mais bem-explorado. E, em parte, eu até concordo com essas pessoas. De verdade. Porque, se você for analisar toda a série, todos os livros da Meg, você percebe que é mais ou menos assim que as coisas são.

Então, você não pode pegar um livro da Meg Cabot, sem esperar algo mais ou menos nesse estilo. Acredito que se aplica ao lado ruim desse livro, o que eu já disse dos livros Diário da Princesa e A Garota Americana.

Mas, enfim, eu recomendo para quem gosta do estilo.

Sem mais, por ora.

Todos os Livros da Série:

A Terra das Sombras;

– O Arcano Nove;

– Reunião;

– A Hora mais Sombria;

– Assombrado;

– Crepúsculo;

A vida de uma Gueixa

Memórias de uma Gueixa

Olá, Pessoas Bonitas!

Então, eu estou deixando minha preguiça totalmente de lado para fazer uma resenha de Memórias de uma Gueixa, antes que eu me esqueça dos detalhes do livro que possam ser relevantes para uma resenha bonita e decente do livro.

E, como eu ainda possuo resquícios da minha preguiça, além de estar um pouco viciada no Skoob, eu vou colocar aqui a resenha/resumo que tem lá sobre o livro:

Memórias de uma Gueixa é um romance fascinante, para ser lido de várias maneiras: como um mergulho na tradicional cultura japonesa, ou um romance sobre a sexualidade, e ainda, como uma descrição minuciosa da alma de uma mulher já apresentada por um homem. Seu relato tem início numa vila pobre de pescadores, em 1929, onde a menina de nove anos é tirada de casa e vendida como escrava. Pouco a pouco, vamos acompanhar sua transformação pelas artes da dança e da música, do vestuário e da maquilagem; e a educação para detalhes como a maneira de servir saquê revelando apenas um ponto do lado interno do pulso – armas e mais armas para as batalhas pela atenção dos homens. Mas a Segunda Guerra Mundial força o fechamento das casas de gueixas e Sayuri vê-se forçada a se reinventar em outros termos, em outras paisagens.”

Dessa vez eu vou tentar ser uma pessoa que escreve olhando os dois lados das coisas e vou me ater a escrever aspectos positivos e negativos da obra. =]

(+)

Vejamos:

1) É um relato muito bom da cultura japonesa;

Arthur Golden fez um relato aparentemente bastante fiel à cultura japonesa. As descrições de locais, treinamentos de gueixas, tradições e todo o resto, nos deixam com a impressão de que somos conhecedores da cultura nipônica. Eu

Cena do filme

disse aparentemente, porque eu realmente não entendo tanto da cultura japonesa quanto gostaria e eu posso estar errada sobre esse detalhe.

Mas tudo parece tão verídico que eu me sinto até um pouco mal por falar que é só aparentemente.

Além de também existir o fato de que muitos autores realmente fazem pesquisas sobre o que querem escrever, para que não sejam mal vistos por terem transformado uma cultura milenar. Além disso, poucas pessoas escrevem sobre inverdades atualmente.

O que me leva a crer que, no Japão da época em que se passa a história do livro, as coisas definitivamente aconteciam do modo como foi descrito…

2) É um relato feminino realmente “enganável” feito por um homem;

Em alguns momentos é muito fácil esquecer que o autor daquele livro é um homem.

O relato é muito bom e bastante convincente. É possível imaginar também que a própria Sayuri nos está contando a história de sua vida, tamanha a habilidade com que Golden escreve.

Completamente “enganável’…

3) Romance/Drama – para quem gosta;

O gênero por si só pode ser considerado um ponto atrativo da obra.

É basicamente um drama, já que a vida da pequena Chiyo não é das melhores. Nem acontecem coisas boas o suficiente para que os detalhes ruins de sua vida sejam esquecidos. Mesmo assim, a garota continua até se tornar uma gueixa.

Apesar de ter drama o bastante para toda uma vida – literalmente – não chega a ser cansativo, enjoativo, ou a poder ser comparado a um dramalhão mexicano.

Além disso, tem romance para aqueles que gostam, apesar de não ser uma coisa muito melosa e, exatamente por isso, eu digo que gosto do livro o suficiente para relê-lo quantas vezes eu quiser.

4) Final surpreendente;

Quando você começa a ler o texto e à medida que a leitura vai avançando, você pensa que determinados acontecimentos seriam inevitáveis ao fim da história, mas alguns detalhes acontecem surpreendendo o leitor.

E mesmo assim, o final não deixa de ser coerente (e eu não falo mais para não dar nenhum spoiler para que ainda quer ler).

5) A personagem não é nenhuma Mary Sue;

Muitos dos meus problemas com livros, além do final, se dão com a caracterização da personagem principal.

Existe uma teoria minha de que as pessoas têm um pouco de egoísmo em seu ser, mesmo que lutem para controlar esse lado e por vezes consigam. Por isso eu adoro personagens que se mostram um pouquinho que seja egoísta.

Com a Sayuri não foi diferente. Por tudo o que aconteceu com ela e acho que até pelo modo como ela viveu até então, ela se mostra uma protagonista real.

Não sabe o que é uma Mary Sue?

Aqui:

“O nome do estilo é uma homenagem à Tenente Mary Sue, uma personagem de fanfics de Jornada das Estrelas dos anos 80 que definiu o arquétipo da personagem perfeita e altamente idealizada.”

“Também são chamados Mary Sue (ou Gary Stu, na versão masculina) as fanfictions onde o personagem principal é praticamente onipresente, sendo completamente inatingível.”

Tirado a Wikipéida e fala sobre os tipos de fanfictions que contém esse tipo de personagem.

*

(-)

Mais cena do filme...

1) Detalhes demais às vezes cansam;

Sim, o Golden não poupa seu texto de descrições e pode, por vezes, se tornar cansativo.

Pode ser que você não ache tão ruim assim e até goste de imaginar as coisas como o autor descreve, mas eu tenho um pequeno problema com descrições desde que eu lia os livros do meu querido J. A. (José de Alencar).

Agora, você pode simplesmente não se ater as descrições, e passar direto por elas sem imaginar direito, e chegar logo ao resto da ação.

2) O final não é exatamente “feliz”…

Mas é perfeitamente plausível.

Se formos considerar os finais felizes de contos de fadas, esse não pode ser chamado de um “Felizes para sempre” típico, mas eu acho que, ao longo de toda a narração, nós somos preparados para o que acontece ao final.

E sinceramente, não poderia ser diferente.

Agora, esse item aqui, foi meio que sugerido pela Lara, que não achou o final tão feliz.

*

E ignorem que eu não consigo encontrar pontos realmente ruins na obra. Não sei, acho que considero o livro bom demais para perceber detalhes ruins que sejam realmente relevantes.

Ou talvez eu esteja certa, já que, olhando as resenhas feitas pelas pessoas no Skoob e olhando a quantidade de estrelas/avaliações das pessoas que já leram (60% classificaram como 5 estrelas – ou seja, a nota máxima), seja perfeitamente possível que, procurando defeitos, eu esteja procurando chifre em cabeça de sapo…

Bom, se eu me lembrar de algo, eu edito o post.

É isso, por ora.

;D

Muitos dias com Ela…

Então, ontem minha internet tava um cu uma coisa horrível, e eu não conseguia acessar muitas coisas (twitter, blog, orkut, e-mail…). Daí eu fui assistir 500 dias com ela, acho que esse filme é novo [?]. Certo, eu não tenho mais informações sobre ele, mas até que ele bem é bem famosinho, porque todo mundo tava falando dele na faculdade, que era bonitinho, lindinho… Essas coisas. Principalmente o Sid.

Ok, nem todo mundo. Foi só a Karla e o Sid mesmo…

Certo, eu fui ver o filme. (Legendado, porque é melhor para que eu aprenda a falar em inglês – meu inglês é péssimo).

Summer e Tom

Cara.

O filme é realmente bom. Sério. Muito bem narrado. Pode ser que você se perca no meio da história, mas vale a pena. Muito.

O filme narra a história do Tom Hansen, que, depois que a “namorada” [nem é realmente a namorada dele, porque ela diz que não quer compromisso] termina com ele, passa a relembrar os momentos deles dois. Ele relembra os quinhentos dias do relacionamento deles.

Também não é o melhor filme que eu já vi na vida, porque eu nunca que saberia dizer qual deles foi o melhor. E também eu não lembro de todos os filmes que eu já assisti na vida.

Deixando essas divagações toscas pra lá, eu devo dizer também que os personagens são muito bons. A Summer – a protagonista, por assim dizer – ela é meio egoísta, hipócrita, estranha, apesar de ser bonita e bem educada, pelo menos eu achei. Ah, e ela não acredita no amor…

O Tom é obsessivo, mas é um cara normal – e isso não é uma crítica a Twilght – ele é formado em arquitetura, mas escreve cartões comemorativos e ele é um personagem que me cativou bastante, porque, como protagonista, ele cresceu e amadureceu muito durante o filme. E os amigos dele são engraçados.

Do filme dá pra tirar algumas lições importantes. Principalmente se você está encalhada e desesperada por um namorado. Ou se você acha que a situação do jeito que está não poderia ser mais cômoda.

Outra coisa muito importante: o filme é uma tentativa legal de abandonar um pouco os clichês apesar de começar com um típico “Menino conhece Menina”.

Uma coisa que eu soube sobre o diretor é que ele era direto de vídeo-clipes. Daí a rapidez com que algumas coisas acontecem e também acho que a forma como as cenas foram dipostas.

Detalhe importantíssimo: esse filme não é uma comédia romântica comum. No início o narrador avisa logo que os dois não ficam juntos no final. Acho que tá mais pra uma visão irônica e trágica do amor, para falar a verdade.

Mas nem por isso o filme não deve ser visto.

Além disso, tem um final interessante. Não é dos melhores finais e eu também tenho um pequeno problema com finais de livros e filmes, mas é um final até digno. Repensando sobre isso, acho que não poderia ser diferente, considerando o caminho que o filme seguiu.

Se eu tivesse que definir o filme, eu me mostraria bastante paradoxal. Ele é romântico, engraçado, dramático e um pouco triste. Mas isso faz do filme o que ele é.

Acho que é só isso. Por ora.

Então, eu me vou.

;D