A Pirâmide Vermelha – Rick Riordan

Faz algum tempo que eu li esse livro, mas lembrei que tinha pensando em resenhá-lo. E já que, em véspera de prova, toda procrastinação é pouca, resolvi escrever alguns posts para publicar eventualmente (mais frequentemente que eventualmente, mas fica assim mesmo).

A Pirâmide Vermelha é um livro que lembra em parte a série Percy Jackson – afinal, estamos falando do mesmo autor. Mas não é só isso. Enquanto que em Percy Jackson vemos toda uma adaptação da mitologia grega para o mundo moderno, na série As crônicas dos Kane o foco está na mitologia egípcia e sua presença o mundo atual. Ou seja, mitologia para todos os lados!

Na obra “A Pirâmide Vermelha”, os irmãos Carter e Sadie Kane vivem separados desde a morte da mãe. Sadie é criada em Londres pelos avôs e Carter viaja o mundo como o pai, o Dr.Julius Kane, um famoso egiptologista. Levados pelo pai ao Bristish Museum, os irmãos descobrem que os deuses do Egito estão despertando. Para piorar, Set, o deus mais cruel, tem vigiado os Kane. A fim de detê-lo, os irmãos embarcam em uma perigosa jornada em busca que revelará a verdade sobre sua família e sua ligação com uma ordem secreta do tempo dos faraós.

Esse negócio de mostrar, trabalhar mitologia antiga nos tempos atuais em um livro voltado completamente para crianças/adolescentes – ou pelo menos essa é a ideia que eu tenho dos livros, não que eu, com meus vinte e tantos anos, me enquadre nessa categoria – é uma coisa que me conquistou desde o momento em que eu li a sinopse de O Ladrão de Raios. Porque, dentre as coisas que eu mais amo sobre história, além da idade medieval, está a idade antiga e todas as civilizações que viveram durante esse período. Eu lembro que eu tentei ler alguns livros do gênero – não tão do gênero assim, uma vez que era um romance que se passava no Egito de anos e anos atrás -, mas nitidamente voltado para adultos, quando eu tinha entre 12 e 14 anos e, apesar de eu não ter conseguido ler no prazo que a biblioteca me deu, eu nunca deixei de lembrar o quanto eu gostei da ideia.

Então quando eu peguei o livro para ler, apesar da minha desconfiança porque a pessoa que me emprestou afirmava categoricamente que o livro era melhor que Percy Jackson, eu fui contente por estar lendo algo com essa ideia de novo. E digo que não me decepcionei. É claro, teve um detalhe básico que me impediu de gostar do livro tanto quanto eu gostaria, mas, depois que você se acostuma com isso – se você se acostumar – vai estar tudo bem.

De modo geral, a história é boa. Apesar de ter elementos conhecidos dos leitores do Rick Riordan – crianças que descobrem um novo mundo mágico por trás de tudo o que conhecemos e o lance com segredos sobre eles mesmos dos quais eles foram protegidos até determinado acontecimento quando se percebe o quão impossível é continuar escondendo a verdade, e tudo o mais -, o fato de ser uma mitologia diferente, ambientação diferente e um enfoque diferente, torna esses detalhes ignoráveis. O modo como os acontecimentos vinham um após o outro também foi algo que contribuiu para a velocidade com que eu li o livro – eu terminei ele em dois dias, no máximo – e minha imersão na história. Foi uma leitura agradável, até certo ponto leve, porque não é possível ser leve quando se está correndo contra o tempo para se combater um vilão-deus-antigo, mas com aventuras o suficiente para que eu pudesse esquecer da internet e lê-lo avidamente.

O que eu não gostei, na verdade é uma faca de dois gumes. Porque é uma coisa interessante ler narrações em primeira pessoa alternadas – o Carter narra dois capítulos, a Sadie narra dois capítulos e então o Carer volta a narrar dois capítulos para a Sadie narrar mais dois em seguida e assim sucessivamente. Um dos meus livros preferidos da época em que eu ainda era uma rata de biblioteca sem saber que o era (sim, na minha famosa época entre 12 e 14 anos) foi justamente um livro meio que de comédia romântica com narrações de pontos de vista alternados. Mas acho que, como o Carter e a Sadie são adolescentes que têm mais ou menos a mesma idade, a coisa ficou um pouco confusa pra mim. Havia capítulos em que era a Sadie narrando, mas eu pensava que era o Carter – e isso foi uma coisa que me perseguiu até o segundo livro da série, eu fazendo essas confusões. Foi justamente esse detalhe que me fez acreditar por alguns minutos que o Carter estava apaixonado por um deus, enquanto era a Sadie que estava pensando sobre o “dito cujo”.

Talvez isso também tenha acontecido pelo fato de que eu estava mais preocupada em saber o que aconteceria a seguir em vez de ter uma leitura moderada.

De qualquer jeito, é um livro que eu recomendo aos que se interessarem pelos livros do Rick, ou por mitologia antiga, ou mesmo se só não se sabe exatamente o que ler a seguir. O fato de ter passagens que são engraçadas, além de que o Carter e a Sadie acabam se intrometendo na narração do outro e têm típicas brigas entre irmãos (ou tão típicas quanto dois irmãos como eles podem ter) são mais ótimos motivos. E, claro, as narrações feitas em primeira pessoa sempre dão vazão a um estilo mais descontraído de contar o que os dois tiveram que viver e fazer, com expressões, gírias e comparações que me fizeram soltar risadas que, como sempre, fizeram meus pais pensarem que eu tenho algum problema mental.

E se é para dar uma nota: Quatro sarcófagos de cinco (não resisti xD).

Dramático Reality Show: Jogos Vorazes

Era para eu ter resenhado esse filme há semanas, mas fui empurrando com a barriga, vieram as provas e Os vingadores e voilà, atrasei vergonhosamente. Ah, sim, eu assisti aos Vingadores e farei uma resenha apropriada em breve, porque sei que não conterei meus spoilers se eu o fizer agora – então aproveitem enquanto eu não apareço pra estragar a diversão de vocês.

Aí eu resolvi desenterrar esse post e terminá-lo, só para anunciar meu novo projeto inconsequente do blog: Um filme por semana! *Sons de fundo para entrada triunfal da minha ideia*.

Okay, não sou cinéfila, mas sinto que minha vida a cada dia que passa gira um pouco mais em torno das séries e dos filmes – é só dar uma olhada no meu tumblr, pra notar. Então eu decidi que assistiria a pelo menos um filme por semana e o resenharia, só para fingir que tenho alguma ideia para colocar aqui. E essa é a primeira das minhas ideas para esse blog 8D.

Mas voltando ao assunto, Jogos Vorazes, vamos logo ao que interessa e…

 

… que comecem os jogos!

 Eu sei, aí vou eu comentar sobre cinema de novo, após dois posts sobre trailers e tudo o mais, mas, sabe como é, comentar trailers é um negócio até fácil, você só precisa assistir alguns minutos e analisar o que viu, enquanto analisar um filme é algo que leva mais algumas horas. Mas tudo bem, vamos fingir que eu não sou uma preguiçosa (aliás, só para provar isso, essa é a segunda resenha sobre o filme Jogos Vorazes que eu escrevo, só para me testar).

Então, começando com o enredo, o filme (e o livro obviamente) parte da premissa de uma terra distópica, Panem, formada pelos doze distritos e a Capital (ou Capitol, termo o qual eu prefiro, na realidade). Em algum momento da história de Panem, aconteceu o Tratado da Traição que, se não me falha a memória, foi um tratado firmado após a rebelião do décimo terceiro distrito – que foi destruído -, para evitar mais rebeliões. E é daí que nasceram os jogos, que nada mais é do que vinte e quatro jovens, um casal representando cada distrito, jogados em uma arena onde eles têm que sobreviver – chegando até a matar para isso -, algo que acontece anualmente. Quem ficar vivo no final ganha e tem toda uma vida de riqueza e glória e blá blá blá.

Mas esses jogos nada mais são que uma forma do Capitol demonstrar seu poder e, assim, garantir que uma nova rebelião não vai acontecer – eles odiariam perder o carvão do décimo segundo distrito, por exemplo.

O livro me surpreendeu bastante, porque eu realmente não esperava que ele fosse como é – provavelmente isso potencializou o meu gostar e por isso eu sou tão suspeita para falar, enfim. Eu não esperei nada do livro, da mesma forma como não esperei nada da adaptação e então eu fui surpreendida duas vezes.

A adaptação é a típica adaptação – comentar sobre adaptações é até uma coisa bem redundante, porque todos sabemos o efeito que transformar um livro em um filme pode causar. Mas Jogos Vorazes, apesar da correria com a história, acabou sendo bem condizente com o livro.

A escolha dos atores para os papéis, embora tenha me surpreendido quanto ao Haymitch – sim, eu esperava um bebum-pançudo – e quanto ao Gale – o garoto que forma aquele triângulo amoroso típico de histórias para adolescentes -, foi, no geral, algo bem… plausível? Quer dizer, olhem para a Jennifer Lawrence e digam que ela não é a personificação da Katniss?

 E ainda tem o Josh Hutcherson, vulgo “O-Garoto-de-Terabítia”, que é adorável…

A parte visual do filme, apesar de bem diferente – afinal, se trata de algo meio que um universo paralelo -, é bem bonita, principalmente quando eles mostram o Capitol – que está mais ou menos na mesma linha do que eu imaginei, fato. Uma coisa da qual eu não tenho do que reclamar. Igualmente a trilha sonora, quer dizer, apesar dos pesares, a trilha sonora está ótima – gratitude ao Sid pelo empréstimo do Cd dele. Ah, mas a Ana totalmente teve problemas com o exagero nas roupas das pessoas que moram no Capitol e principalmente com o cara que entrevista os tributos antes e depois dos jogos – cujo nome eu sinceramente não lembro mais, mil perdões – mas é assim que as coisas são por lá, quer dizer, eles são pessoas pedantes que se acham superiores às pessoas dos distritos e vivem uma vida bem hedonista até, com bons toques de sadismo (colocar 24 adolescentes em uma arena e se divertir enquanto eles se matam? Oi?).

Effie e a última moda no Capitol... 8D

Quanto à execução, achei, particularmente, que o enredo ficou um pouco prejudicado pela pressa de encaixar tudo e mais um pouco em (quase) duas horas (tá, eu não sei quanto tempo o filme tem, relevem). Não que as pessoas que não leram o livro fiquem boiando completamente ou que elas vão conseguir entender tudinho – porque o filme pra mim não é branco nem preto. É, ele é um tom de cinza nesse ponto, porque dá pra entender, claro, mas se você quiser realmente saber tudo, vai acabar tendo que ir buscar os livros e ver o detalhes que não aparecem no filme.

O que me leva a uma parte importante: existem coisas que eles fazem você acreditar que é verdade no filme, quando não é. E existem coisas que não aparecem no livro e eu achei que foi bacana que eles tenham mostrado no filme (e, sinceramente, eu achei que o filme tem lá suas passagens geniais, sim, embora essa não seja a regra geral).

De resto, acho que é válido assistir, mesmo que você não tenha lido o livro – vai que você se empolga e adentra ainda mais esse mundo da Suzanne Collins?

E só porque eu quero que nesse post tenha uma foto do Josh:

O garoto do Pão 8D

Ps.: Eu atualizei a página “Sobre o Blog e etc…”, se for do interesse de alguém ler o que eu escrevi lá… – eu sinceramente acho que não é má ideia.

O Arqueiro

  • Autor: Bernard Cornwell
  • Páginas: 444
  • Tradutor: Luiz Carlos do Nascimento Silva
  • Editora: Record

Sinopse tirada do Skoob (porque eu sou terrivelmente preguiçosa):

Aos 18 anos apenas, Thomas vê o pai morrer em seus braços após um ataque-surpresa à aldeia de Hookton. Um lugar simples que escondia um grande segredo: a lança usada por São Jorge para matar o dragão, uma das maiores relíquias da cristandade. Em busca de vingança contra um homem conhecido apenas como Arlequim, o rapaz, um arqueiro habilidoso, se junta ao exército inglês em campanha na França, onde se envolve em batalhas e aventuras que, sem perceber, lançam-no na busca do lendário Santo Graal. Com este romance, o autor usa o cenário da Guerra dos Cem Anos para dar início a uma saga empolgante.

Peguei o livro pra ler há um mês, mais ou menos, e fui adiando e adiando o momento de pegar nele até que não me restou alternativa. Eu ainda tinha receio de ler livros do Bernard Cornwell e só superei isso depois de terminar O último reino (que eu resenhei AQUI), mas não sabia o que esperar da leitura, então eu ia enrolando, enquanto isso.

Pois bem. Cheguei ao final do livro hoje e, como eu acho que já estava esperando após O último reino, eu poderia descrevê-lo como épico.

É o início da aventura de Thomas, o primeiro livro de uma trilogia, narrado em terceira pessoa. Eu pensei que o início seria uma coisa chata, mas estava bem enganada, pois o começo já é bem movimentado, de modo que dá pra sentir o “gostinho” da ação logo de cara.

E então daí pra frente é só ação. Ou algo assim, porque as coisas são bem movimentadas para o jovem Thomas, que acaba virando um arqueiro, ao contrário do que o pai queria (que ele fosse padre). E então ele vai servir ao grupo de arqueiros de Will Skeat. O problema maior de alguém que carrega um arco enquanto anda por aí conquistando e saqueando cidades inimigas é que arqueiros são terrivelmente odiados em muitos lugares. Arqueiros não tem seu passado investigado para saberem se valem alguma recompensa (e mesmo que valessem), eles são simplesmente torturado e mortos, então a situação é complicada para um arqueiro e Thomas vai ter que lidar com isso, se quiser continuar fazendo o que gsota.

Passando para outros aspectos do livro, devo dizer que os nomes dos lugares são fáceis de lembrar, ao contrário de muitos outros livros que usam nomes mais complicados. Os nomes dos personagens também são bem simples até. O autor também usa muito de descrições, mas acho que já estou me acostumando com elas, de modo que eu conseguia imaginar perfeitamente todos os lugares (ou talvez não perfeitamente assim, mas vai saber).

As cenas de lutas são muito boas. Estômagos mais sensíveis talvez não gostem do modo como as coisas são retratadas (de um modo bem realista, eu diria), mas foi exatamente o modo um tanto quanto frio [?] de mostrar as coisas que deixaram tudo tão legal, com um clima bem medieval mesmo. Acho (eu costumo viajar quando estou lendo). Mas esse é o estilo do Cornwell, em minha opinião (depois de ler dois livros dele…).

Gostei também muito dos personagens (Thomas ♥). Às vezes parecia que eles eram palpáveis de tão humanos que eram. E acho até que a base histórica que o autor gosta de utilizar tenha favorecido esse aspecto. E o engraçado é que Cornwell escreve tão bem, que muitas vezes já me perguntei se os personagens descritos e seus feitos seriam reais. Para quem gosta de história antiga/medieval/ou-o-que-for acho que vai adorar.

Por outro lado, não tem muito romance, então quem gosta desse gênero e acha que só vai viver de amor talvez não goste.

E a forma como os acontecimentos foram surgindo foi o bastante para eu querer ler os outros livros (Lara que se prepare =D). Acho que Cornwell conduz a história com uma maestria impressionante e se eu, como escritora de fanfictions, escrevesse pelo menos com a metade da habilidade dele, eu seria uma ficwriter feliz e famosa.

Talvez seja por isso que os livros desse cara são meio [?] caros (se bem que existem livros mais caros também).

Mas é isso, por ora. Volto agora só amanhã e vou tentar voltar com alguma ideia mais legal que uma resenha de livro, porque eu acho que nem todo mundo gosta, não sei. Enfim…

Até breve (eu espero). õ/

 

O Último Reino – Bernard Cornwell

Aí vamos nós para a primeira resenha de janeiro do desafio de férias, embora já esteja passando do meio do mês e eu já devesse ter feito isso há algum tempo… O negócio é que eu não tive tempo… Mas vejamos:

Título Nacional: O Último Reino
Ano de Lançamento: 2006
Número de Páginas: 362 páginas
Editora: Record

A primeira coisa que eu tenho que dizer sobre esse livro é a seguinte: Cornwell é um grande… bom, eu não tenho um adjetivo pra ele. Primeiro de tudo eu estava em um tédio só enquanto lia o livro em questão. Passei meses parada no mesmo lugar e quando eu finalmente resolvo colocar a leitura pra frente, deparo-me com um livro incrível, com cenas de luta marcantes, personagens cativantes e um enredo que me deixou grudada no livro até que tudo tivesse terminado.

Mas vamos por partes.

O Último Reino é o primeiro romance de uma série que contará a história de Alfredo, o Grande, e seus descendentes. Aqui, Cornwell reconstrói a saga do monarca que livrou o território britânico da fúria dos vikings. Pelos olhos do órfão Uthred, que aos 9 anos se tornou escravo dos guerreiros no norte, surge uma história de lealdades divididas, amor relutante e heroísmo desesperado. Nascido na aristocracia da Nortúmbria no século IX, Uthred é capturado e adotado por um dinamarquês. Nas gélidas planícies do norte, ele aprende o modo de vida viking. No entanto, seu destino está indissoluvelmente ligado a Alfredo, rei de Wessex, e às lutas entre ingleses e dinamarqueses e entre cristãos e pagãos.

(Resumo tirado do site Sobre Livros).

O protagonista é Uthred e narra toda a história. Uthred é filho de uma família influente da Nortúmbria, como fica claro na sinopse, e, apesar de seu pai e os padres acreditarem que o melhor para ele era ser uma pessoa letrada, ele acaba não aprendendo a ler e a escrever, ao contrário, quando é capturado pelos dinamarqueses, Uthred aprende a lutar e, acho que por conta dessa falta de instrução (no sentido mais acadêmico, não prático), a narração acaba sendo uma coisa meio seca. As descrições de lutas são muito boas, as descrições de lugares passam (eu não gostei tanto assim dessas descrições, porque eu não gosto de descrições de lugares, isso é um fato), as impressões do jovem Uthred são interessantes, mas não há sentimentalismo.

O que acaba sendo um ponto muito forte a favor da série (pelo menos pra mim).

Foi meu primeiro contato com um livro desse autor e devo confessar que estava meio receosa. Porque eu sou o tipo de pessoa que não acredita muito quando uma quantidade considerável de pessoas elogia demais algo ou alguém. Mas acho que os elogios são merecidos, sim.

E acho que o melhor de tudo é a base histórica que o livro possuí, já que Cornwell é um escritor que se dedica a pesquisar fatos históricos. (Talvez por isso ele seja considerado como um dos maiores escritores da atualidade)…

Tudo bem que as lutas, a carnificina e o sangue espalhado por todos os lados são pontos ótimos, mas saber que há uma base histórica fundamentando tudo deixa a coisa mais emocionante.

Recapitulando, que eu acho que perdi o jeito de escrever resenha: Gosto do enredo, da base histórica, dos personagens, dos acontecimentos, do sangue, das lutas, da narração, até da capa eu gostei, não gostei exatamente das descrições… Ah, e não gostei do fato de que alguns nomes são meio ruins de lembrar, o que acabou confudindo um pouco, mas deu pra ler sem muitos problemas, apesar disso.

Outra coisa interessante são as críticas à Igreja Católica, ao catolicismo da época, à dicotomia Pagãos x Cristãos e os desdobramentos que essa “rivalidade” ocasiona.

Eu recomento o livro para quem gosta de aventura, e lutas, e essas coisas todas.

O último reino é o primeiro livro de uma série, chamada Crônicas Saxônicas, que atualmente possui cinco livros publicados (os cinco foram publicaods no Brasil) e, pelo que me pareceu, ainda não tem um fim previsto (mas eu espero que não demore tanto para acabar, porque eu pretendia comprar todos os livros e eu sou meio lisa, então…)

* Outros livros da série:

– O último reino

– O cavaleiro da morte

– Os senhores do norte

– A canção da espada

– Terra em chamas

.

É isso, eu acho. ;D

A Mão Esquerda de Deus

Autor: Hoffman, Paul
Editora: Suma de Letras
I.S.B.N.: 9788560280537
Número de páginas: 328

Trata-se da história de um garoto, Thomas Cale, que vive em um lugar chamado Santuário. Ele foi criado nesse lugar e lá aprendeu muito do que ele sabe. O Santuário é o lar dos Redentores, eles são uma espécie de sacerdotes que procuram crianças – meninos – para que, como Cale, possam ser criados ali.

As crianças crescem sob condições precárias (alimentação, moradia, vestimentas). São chamados acólitos e aprendem a lutar como se o Santuário fosse um grande campo de treinamento. Todo esse ensinamento quase que militar servirá para que esses jovens possam, no futuro, lutar contra os Antagonistas, que provavelmente são os grandes hereges os quais os Redentores querem eliminar do mundo.

E essa é a realidade naquele lugar. Os acólitos não podem fazer muita coisa sem que sejam severamente punidos (divertir-se, fazer amigos são algumas dessas coisas proibidas aos acólitos). Se eles fazem perguntas demais são castigados também. Se por algum motivo saírem um pouquinho da linha mais castigo e, se for o caso, um enforcamento pode vir a ser útil, servindo de exemplo para os outros.

Certo dia, Cale presencia algo repulsivo, o que o leva a agir impulsivamente movido pelo que parece certo e graças a isso ele deve fugir ou ele será transformado no próximo exemplo. Na fuga, ele acaba envolvendo mais dois acólitos. O único problema é que os Redentores não podem tolerar que um acólito fuja. Se forem pegos, serão usados como exemplo do mesmo jeito.

Essa é só a primeira parte da história. Tentei ao máximo não dar spoilers sobre o enredo, embora ache que acabei falando demais (ou não… não consigo decidir).

A Mão esquerda de Deus é o primeiro livro de uma trilogia. Os outros livros ainda não foram lançados no exterior e, por ser uma trilogia, o livro acaba de um jeito que pode parecer insatisfatório para alguns, mas achei que foi um final digno se comparado com a história toda.

Eu gostei bastante do livro. Não sei, talvez a capa tenha ajudado, mas eu achei que existe um clima sombrio ao longo da narrativa (principalmente quando o cenário é o Santuário) e o modo como às vezes esse clima acaba sendo modificado por elementos da história fazem a história ficar agradável, já que acredito que as pessoas não gostam tanto quanto eu desse tipo de “clima”.

A narração não me pareceu tão cansativa quanto eu pensei que fosse (quando eu olhei para o tamanho das letras eu pensei que a coisa seria bem chata), acabou sendo uma leitura até rápida, mas é preciso um pouco de paciência, sim. As introduções sempre são complicadas, os autores precisam explicar o contexto geral enquanto se encaminham para o enredo propriamente dito.

Os personagens são do jeito que eu gosto também. Cale está mais para anti-heroi (com hífen ou sem hífen?) que para mocinho bonzinho. Ele não teme a morte, ele não tem qualquer compaixão superficialmente e os sentimentos dele são meio que como um iceberg no mar (e eu gosto de comparações de coisas com icebergs, não me culpem), porque ele foi criado para ser assim, treinado para ser um guerreiro. Os outros personagens que apareceram também são bons e se não os menciono é por medo de dar algum spoiler.

Uma coisa que eu vi algumas pessoas comentando é com a semelhança que os Redentores possuem com fanáticos religiosos e eu até acho isso, mas não acredito que esse seja um problema para se desgostar do trabalho do autor. Digamos que é uma forma de ver as coisas, mas não a única.

E no fim das contas eu achei que o livro tinha de tudo um pouco (ou quase isso) romance, lutas, morte, sangue, perseguição, espiões, orgulho, mortes, estratégias militares, lutas… já falei em sangue? Pois é.

E acho que as opiniões podem divergir um pouco, mas ainda sim eu recomendo. Acho que vale o esforço gasto na leitura. Hahah.

É isso. ;D

 

The Big Bang Theory

Então, eu não ia publicar nada hoje, porque eu estou lendo o último livro da série Vampire Academy e isso meio que tá fritando os meus circuitos internos (esperei seis meses pelo livro e até agora tem sido tão satisfatório…), enfim. Além disso, minha preguiça voltou a atacar (mas tudo bem, isso é um obstáculo transponível). Então eu decidi falar sobre The Big Bang Theory, já que eu estou terminando a segunda temporada, achei que seria legal (e como a maioria deve saber, é uma série com nerds que agrada a muita gente, até mesmo a não-nerds).

Pra quem não conhece, a série (que é uma sitcom – do inglês, “comédia de situação”) meio que mostra a vida de quatro caras que trabalham para a mesma universidade e são amigos com gostos em comum depois que uma garota se muda para o apartamente que fica em frente ao apartamento em que dois deles moram (Leonard e Sheldon – dois físicos).

E fim. É assim que tudo começa e meio que as coisas seguem por esse rumo, mostrando várias situações e mostrando o comeportamento dos quatro (Sheldon, Leonard, Howard e Raj) em meio a essas situações. Muitas delas envolvendo a Penny – a vizinha nova – e meio que nos passando de uma forma engraçada – e muitas vezes acredito que de modo satírico – como uma pessoa tida como “normal” reage e pensa sobre as formas de pensar e de enxergar, além de reagir, das pessoas tidas como “nerds”.

Os quatro amigos são o que as pessoas consideram como o esterótipo do nerd e a garota é a típica loira burra, fútil e polpular. Mas as coisas não ficam só nessa, sendo que a Penny acaba sendo influenciada pela “cultura nerd” emanada pelos seus novos amigos.

A série é bem engraçada (embora eu ache a primeira temporada muito mais engraçada que a segunda – que deve ser melhor que a terceira e por aí vai…) e possui piadas nerds bem divertidas… Tem aqueles famosos barulhos de pessoas rindo quando há uma tirada que é considerada engraçada (e na maioria das vezes é mesmo), sendo que acaba sendo irrelevante para quem não gosta tanto assim desses sons colocados ao longo de um programa (já vi comentários de pessoas dizendo que esse era o único seriado em que conseguima suportar tal coisa).

Eu acho que, apesar de parecer uma visão esterotipada, não deixa de ter lá seu fundo de verdade, considerando que é possível encontrar caras como o Howard, o Leonard, o Raj ou até mesmo o Sheldon por aí. Eles parecem reais, diferentemente de outros personagens de filmes que deveriam representar o nerd e acabam sendo uma coisa muito forçada e exagerada.

Os episódios são curtinhos e dá pra assistir rápido e numa boa. A quantidade de episódios  por temporada parece que varia um pouco, mas deve ter em média uns vinte episódios. Atualmente está na quarta temporada e, apesar de eu achar que a qualidade tá decaindo, acho que é uma boa série para se assistir. O humor é leve, o humor é simples e, apesar de as pessoas acabarem ficando perdidas por conta das referências, ainda é possível rir da coisa toda.

É isso. ;D

Harry Potter and The Deathly Hallows I

Atenção: Se você, por algum acaso do destino, não sabe o que acontece no sétimo livro, então cuidado, porque esse post contém spoilers. Acho. Mas eu avisei. A propósito, eu devo ter me empolgado falando sobre o filme também. E tocado o f*d@-se. Enfim…

Eu jurei a mim mesma que não iria escrever outro post pra esse blog enquanto eu precisasse estudar para as provas da faculdade. Eu até falei no último post sobre isso.

Mas eu simplesmente não resisti à tentação de fazer uma resenha sobre Harry Potter e as Relíquias da Morte, que eu assisti hoje na pré-estreia (à meia-noite e um pouquinho, que limdz – reparem na felicidade da cirança por ter assistido a uma pré-estreia uma vez).

Então, contando um pouco sobre a história da minha ida ao cinema, eu cheguei lá umas oito horas da noite pra guardar lugar na fila (me deixaram de castigo). Estudei pra prova que ia ter hoje (ou tentei), fiz duas amigas (amigas na fila), conversei sobre muita coisa e eis que enfim, depois de muita espera (já ‘tava cansada de esperar), todas aquelas pessoas podem entrar na sala.

*Harry Potter e as Relíquias da morte, o encontro inevitável com Lord Voldemort não pode mais ser adiado. Harry, no entanto, precisa ganhar tempo para encontrar as Horcruxes que ainda estão faltando. E, pelo caminho, descobrir o que são afinal as Relíquias da Morte e como ele pode usá-las contra o Lorde das Trevas. Seguindo as poucas pistas deixadas por Dumbledore, Harry conta apenas com a ajuda dos leais amigos Rony e Hermione.

Os primeiros minutos são bem parados, obviamente. Os Dursley estão se mandando, Hermione apaga a memória dos pais (detalhe que existe uma metáfora nessa cena, que acabou gerando uma discussão legal hoje na faculdade), Rony olha para alguma coisa [?]… Enfim. Depois aparece a reunião dos comensais da morte, quando eles tentam prever os próximos passos de Harry e de todas as as pessoas que estão próximas a ele e o protegem. Então, depois, vem a cena dos sete Harrys, quando algumas das pessoas que querem proteger o Harry tomam a poção polissuco para tentar despistar o Lord das Trevas. E eu tenho que dizer que Bill, Fred e George totalmente me conqusitaram nessa cena ♥

Quanto ao filme de uma forma geral:

Eu simplesmente adorei. Acho que depois da decepção que foi o sexto, o sétimo compensou bastante. Estava com medo da coisa continuar meia boca como o anterior, mas correu tudo bem.

Como o livro sete foi dividido para fazer dois filmes em vez de um só, a possibilidade de se colocar mais detalhes e deixar as coisas fazerem sentido é muito grande. E foi isso o que aconteceu, de modo que as pessoas com quem eu estava sairam satisfeitas. Bom, pelo menos em parte (eu vou explicar depois o que nós achamos que poderia melhorar).

Eu gostei bastante da fotografia. Principalmente pelo fato de que, como o Harry, a Hermione e o Ron estão fugindo, eles acabam passando por diversos lugares, seja andando ou aparatando, então as cenas dos lugares onde eles ficaram me pareceram realmente boas.

Achei as atuações muito boas em sua maioria. Destaque para Rupert Grint com uma atuação incrível, principalmente no momento em que ele e o Harry brigam; Helena Bonham Carter com a Bella que muita gente adora, tão louca quanto sempre; Ralph Fiennes totalmente irreconhecível como Voldemort e com toda aquela maquiagem e sendo Lord das Trevas como se tivesse saído do livro (ou pelo menos ele é o Voldemort da minha imaginação), sem falar na Evanna Lynch, que apareceu pouco, mas consegue sempre fazer uma Luna verossímil. Ah, e falando em personagens, os efeitos também estão ótimos, de modo que o Monstro e o Dobby estão simplesmente perfeitos (E a Nagini também, está muito boa, tinha esquecido dela).

O filme todo tem um ar bem sombrio, que eu já devo ter mencionado antes: eu adoro, mas não é predominante, então se você não gosta, alguma coisinha tem para você. A trilha sonora também está bem condizente, embora eu não tenha prestato tanta atenção assim.

E o filme tem muita coisa: momento hilários, drama, lutas, voos de vassoura, invasão ao Ministério da Magia sob disfarce, sustos, traição, perdão… Enfim, dá pra mudar de estado de espírito durante os 153 minutos que você passa assistindo ao filme.

O filme tem também pontos muito bons e fortes, como a briga do Harry e do Ron, a fuga com os setes Harrys, a destruição da Horcrux pelo Ron e a história sobre os três irmãos que a Hermione conta quando os três vão para a casa dos Lovegood falar com o Xenofílio (quase um curta metragem muito bem feito e com uma estética impressionante).

E ao final, temos o gancho para o segundo filme. Muito bem colocado, diga-se de passagem.

Mas nem tudo são flores. Existem algumas coisas que eu acho que talvez fossem melhores diferentes.

O Harry, quando os outros Harrys começam a se despir, se não me engano, ele faz objeção a isso no livro e se sente encabulado, porque, enfim, a Fleur e a Hermione estão ali, com o corpo dele e vão ver tudinho. Depois tem as cenas pseudo Harry & Hermione. Desde o primeiro filme eles parecem querer colocar os dois juntos e tudo o mais… Tudo bem que isso acaba sendo um dos motivos do Ron ficar com raiva e tals (inclusive no livro), mas ele tá apaixonado por ela, sente-se inseguro e acaba vendo coisas onde talvez não tenha nada. E tem a Cissy. A Cissy dos filmes me revolta completamente. Nada contra a atriz, a Helen McCrory, mas e aquele cabelo meio loiro, meio castanho? De onde tiraram aquela ideia?

Ah, e o Harry sempre parece ser mais do que ele é nos livros. Parece ser o pegador, o cara legal e descolado… Além disso, por mais que o Harry tenha um grande complexo de heroi, acho (minha opinião, ok?) que no filme as coisas se tornam piores (de modo geral, o Harry é só o típico protagonista chato)…

Bom, agora eu não lembro mais sobre o que eu queria falar sobre o filme, mas fica a dica, apesar dos meus problemas com os produtores e com algumas partes nitidamente adaptadas.

E eu me empolguei tanto com Harry Potter, como eu não ficava há um bom tempo, de modo que poderia assistir ao filme de novo…

Com toda certeza do mundo vou reler toda a série antes que lancem a parte II.

[Direção do filme: David Yates]

* Resenha tirada do Skoob. ;D