Nerd Girl Problems

Compilar vários e vários problemas que garotas nerds têm, essa é a ideia de um tumblr que eu achei recentemente (link AQUI) onde você pode achar posts como esse:

"Quando seu personagem preferido morre"

Não tem nada de “Céus, isso irá mudar minha vida!!”, mas certamente é engraçado ler os problemas que as outras pessoas sugerem para que virem posts. Mais engraçado ainda é quando você se identifica com eles – foi o momento em que eu me senti mais Nerd-Girl na minha vida, quando eu descobri esse blog. E então tem toda aquela história de “céus, achei pessoas iguais a mim!!!111!onze!”.

"Quando você fala ou ri quando está no computador sem perceber que tem pessoas vendo"

"Quando você gosta de Yaoi e/ou Yuri e as pessoas acham que você é lésbica" - por isso eu nunca passei, acho D8

E se você tem um tumblr, pode seguir – embora euzinha não ganhe nada com isso, fica a sugestão. Ah, e fica também mais alguns posts:

"Quando o filme não tem nada a ver com o livro e todos amam o filme"

"As pessoas acham que você é estranho porque você gosta de cheirar livros" - seeeempre acontece -_-'

"Esportes" - e esse nem precisava de tradução 8D

O ponto mais negativo que eu acho desse tumblr é que é em inglês e nem todo mundo se deu ao trabalho de aprender (embora jogar vídeo-game seja como portas abertas para quem não deixa que nada o impeça) e eu fui traduzindo e colocando na legenda, porque eu me lembro de pessoas como eu que não tiveram uma boa história com o idioma, ou só não se interessaram mesmo. xD

E só porque eu estou numa onda de fangirling por Jogos Vorazes que vai estar até fim de semana nos cinemas (espero):

É isso, por agora, creio eu. Embora eu esteja muito tentada a publicar o post sobre os trailers de Branca de Neve e o Caçador e meus comentários sobre a coisa /pensa.

Kuragehime

Kuragehime é um anime que foi produzido ano passado pelo estúdio Brain’s Base e possuí apenas onze episódios (e um OVA). É baseado em uma série de mangás josei (tipo de mangá que normalmente é voltado para o público feminino adulto) que atualmente ainda está em publicação (tem seis volumes e é publicado na revista Kiss).


Tsukimi Kurashita, conhecida como a protagonista, é uma moça que saiu do interior para morar em Tóquio e conseguir um emprego de ilustradora. Por não ter muito dinheiro, Tsukime acaba indo morar em uma casa com várias outras mulheres que, como ela, são “otakus” (ou o que muitos chamam de “nerds”) de alguma coisa. Cada uma tem um apreço especial por algo e os gostos delas variam bastante. Vão desde trens até homens da terceira idade, passando por generais chineses, bonecas japonesas de porcelana e águas-vivas – essas últimas são justamente as coisas mais preciosas para a protagonista (aliás, o nome do anime parte justamente daí e é algo como “Princesa das águas-vivas”). Ah, e tem uma mangaká de BL (Boys Love) que nunca aparece e que é tratada como algum tipo de divindade ou algo assim.

Todas elas são antissociais, são fanáticas, podem ser consideradas como “fora de moda” e não possuem qualquer vida amorosa, sequer se aproximam de homens – aliás, homens são um tabu.

Em um lindo (não mesmo) dia, Kuragehime conhece uma garota bonita, segura de si e alta que salva uma água-viva de ser morta por incompatibilidade com uma outra espécie de água-viva, pois dividem o mesmo aquário. A moça consegue o que Tsukimi não estava conseguindo, deixando a garota tão feliz, que não se importa quando as duas acabam seguindo juntas para a casa da protagonista.

A moça, que certamente não se preocupa muito com o fato de estar na casa de uma garota que acabou de conhecer, acaba dormindo no quarto de Tsukimi, que, apesar de estar preocupada com a estranha presença da moça ali, a deixa dormir. O problema é que na manhã seguinte as coisas parecem piorar consideravelmente para a protagonista.

Depois dessa introdução, que saiu maior do que eu esperava, devo dizer que a surpresa que aguarda Tsukimi vai tornar aquela presença ali bem mais complicada. E isso é uma coisa que você percebe logo no primeiro episódio, então nem é tão spoiler assim.

É um anime engraçado e divertido, que tem uma ideia original, mesmo que possamos identificar um ou outro clichê ali no meio. E em certos momentos é legal ver um clichê. Principalmente se ele continua sendo um clichê, com uma estrutura um pouco diferente do que estamos acostumados. Foi justamente essa a sensação que eu tive vendo Kuragehime.

Não é um anime dos mais pretensiosos. O enredo é legal, mas não tem grandes e complexos dramas, o que, a meu ver, acaba sendo um grande ponto a favor.

A parte visual é bem bonita, talvez por ser um anime recente, e os personagens são ótimos. É legal ver as peculiaridades de cada uma das meninas que moram na pensão – porque aquela casa parece aquelas pensões que vemos em novelas (eu já assisti novela, não que ainda faça isso atualmente). Além do fato de que todas acabam sendo excêntricas ao seu modo (Mayaya e Jiji que o digam).

O único problema é que, como eu disse, o mangá ainda não foi concluído, logo o final não é dos mais satisfatórios – e isso é uma coisa que dá para concluir a partir do que eu já falei.

Mas, no fim das contas, eu acho que é um anime que deve ser visto, sim. Principalmente por ser curtinho e nem levar tanto tempo para ser finalizado.

E a abertura é uma das mais legais que eu já vi, tanto pela música chicletinho, quanto pelas imagens, com muitas referências a filmes famosos (Star Wars, 007, Kill Bill dentre outros).

Quando você vira um dos “caras”

Imagem tirada do We ♥ it ;D

É engraçado como esse negócio de amizade funciona.

Com algum tempo de convivência em um bando de marmanjos você acaba se acostumando com eles e eles com você e é sobre isso o que eu vou falar no post de hoje (aliás, corro o risco de escrever três posts hoje), enfim…

Tudo começou quando eu assisti ao episódio 19 da segunda temporada de The Big Bang Theory. A Penny acaba sendo jogada para escanteio quando chega uma nova moradora em um dos apartamentos do prédio onde ela, Leonard e Sheldon moram. Ela faz de tudo para ser notada, mas não consegue.

O fato é: um dia você pode ter sido a melhor novidade na vida deles (ou não, dependendo muito da situação) e no outro você pode não passar de uma tosca comparação com um console ultrapassado, deixando espaço para que um novo e mais moderno possa ocupar um lugar melhor que o seu no momento.

E aí não importa o quanto você se arrume ou o quanto tente, qualquer outra garota que passe na rua vai chamar mais a atenção.

Não que isso seja um problema dos grandes. Quer dizer, você pode ficar mais à vontade na presença deles em vez de se preocupar se um deles vai notar que você não se senta como uma lady, ou que você tem a boca “mais suja que poleiro de pombo”, como diz minha mãe. E eles não vão ficar censurando todas as piadinhas deles, rindo de uma coisa que você não sabe, porque é uma piada totalmente interna (mas nessa parte, ainda vão existir piadas internas entre eles, porque ainda lhe falta algo, sabe como é…).

O ruim é se você acaba se apaixonando (ou tendo pelo menos uma quedinha) por um deles, porque provavelmente você vai estar na Friendzone. Ou, pior ainda, na “Familyzone”. (Pensa que você se apaixonou por um amigo – ou amiga. Quando vocês estão em uma conversa animada – ou não – a pessoa vai e solta: “você sabe que é como uma irmã(o) pra mim, não é?”; Fuuuuuuuuuuu).

Outra parte ruim é eles se darem conta, de repente, que voce é uma garota, porque usou um decote maior, ou um vestido (quando o usual é uma calça jeans qualquer). Como se o vestuário fosse mudar qualquer coisa (e ainda tem o fato de que, se você for uma pessoa tímida, a atenção que isso gera pro seu lado não é lá muito legal, não – o melhor é tentar evitar).

Mas de resto, ser um dos caras pode ser até melhor do que ser uma das meninas que ficam de fofoquinha no corredor entre as aulas, hahaha.

Acho que era isso o que eu tinha pra dizer. Se algum dia minha memória me deixar escrever um post que, quando eu terminar, possa pensar: “era exatamente isso!”, eu ficaria mais feliz. Mas não é o caso, ainda…

Meninas Nerds: ficção ou realidade?!

Ou “As dificuldades na vida de uma menina nerd“. Mas vai ficar esse título mesmo, porque foi a ideia inicial (o post foi meio que saindo da linha inicial de pensamento aí virou o que é…).

A ideia mesmo era questionar os questionamentos acerca da existência desses seres que muitos consideram quase como mitológicos, por conta – muitas vezes – da dificuldade em se encontrar alguém do sexo feminino que se encaixe nos padrões nerds atuais (eu, pelo menos, só encontrei efetivamente quando cheguei à faculdade…). Mas aí acabou virando um post explicativo dos motivos de uma menina nerd não ser reconhecida tão facilmente…

O primeiro problema dentro desse tema é o problema da definição. Todo mundo deve concordar atualmente que definir nerd ficou um tanto quanto confuso. Você pode ter várias definições para definir nerds, principalmente considerando que muitas pessoas acreditam que são nerds e acabam formulando um tipo de conceito que se encaixe com o seu padrão psicológico/comportamental e tals.

Uma coisa dessas coisas que tem causado confusão [?] é quanto ao comportamento escolar, aos gostos e à área com a qual a pessoa suspeita de ser nerd pretende seguir. Nesse caso, que é a meu ver um pouco complicado, se encaixariam na definição de nerd todo aquele ou aquela que se interessa por áreas que envolvam as matérias chamadas de exatas – ou algo do gênero. Como áreas onde a matemática e a física, por exemplo, serão fundamentais. Nesse caso, todo aquele aficionado por curso como as engenharias seria considerado como um grande nerd.

Outra definição, a que envolve comportamentos, apregoa que nerds seriam seres antissociais, que passam tempo demais fazendo coisas com as quais as pessoas ditas normais passam apenas um terço (ou bem menos) comparado ao tempo usado por nerds. E ainda existem mais outras definições que poderiam se encaixar nessa categoria, como comportamento exemplar em sala de aula, atenção a todas as aulas, sentar na primeira cadeira, às vezes saber mais que o professor, tirar notas excepcionais, ser um chato quando o assunto é a famosa cola e coisas do gênero.

E uma última categoria de definição poderia ser apresentada com relação aos gostos… Pessoas nerds gostam de revistas em quadrinhos, mangás e animes, livros, vídeo-games, computadores (coisas eletrônicas em geral) e blá, blá, blá.

Algumas vezes os vários tipo de conceitos se misturam, formando novos conceitos de “nerd”: novos conceitos podem envolver comportamentos e gostos, ou gostos e área de interesse (que acaba entrando em gostos, quer queiram, quer não) e então temos as mais variadas definições de nerds que existem hoje em dia.

Mas eu não estou aqui para falar sobre definições, embora tenha feito isso há pouco…

Muitos se perguntam onde andam as meninas nerds ou se elas realmente existem e, dependendo do conceito que cada um tem, as respostas para essas perguntas podem variar muito (a maioria delas negativa para a segunda pergunta, eliminando a chance de a primeira ocorrer).

Por exemplo. Se você considera só o aspecto gosto por quadrinhos/mangás pode ser um pouco complicado (ou não – muitas vezes depende da área geográfica em questão). Se você considera as pessoas que gostam de livros (muito) elas podem ser mais fáceis de encontrar. Se você quer acreditar que nerds são tímidas e antissociais, acredito que não haverá dificuldade. Se o caso for pessoas que gostam de vídeo-games, meninas que gostam desse tipo de coisa vão existir, mas encontrar é bastante complicado, porque elas não vão sair espalhando isso ao vento! Agora, se você procura meninas nas engenharias da vida, vai ser um pouco (muito) mais complicado ainda…

Se você procura isso tudo, parabéns, você talvez esteja buscando uma coisa bem rara (ou até mesmo impossível – dependendo da área geográfica em questão²), porque juntar todas as qualidades citadas acima em uma só pessoa é tão difícil quanto encontrar uma agulha no palheiro, pense bem.

O que já não é tão complicado é procurar pessoas com a maioria dessas qualificações. A história toda muda, sob esse ponto de vista e então é bem mais simples encontrar a menina nerd que você, nerd ou não, procura (mas aí você, obviamente, deve procurar alguma com algum interesse em comum se quer ter algum envolvimento amoroso, digamos assim).

Outro ponto que ajuda a dificultar a percepção desse tipo de pessoa na sociedade é a diferença que existe no tratamento para homens e mulheres. Acho que as pessoas sempre esperam coisas das garotas, determinandos tipos de comportamentes, gostos por coisas padrão, que toda garota deveria gostar e que não necessariamente uma garota nerd vai poder oferecer. As pessoas não esperam que as garotas gostem de vídeo-games, que elas gostem de histórias em quadrinhos. Na maioria das vezes a menina nerd pode se mostrar como uma garota perfeitamente “normal”, como qualquer outra, interessada em maquiagem, sapatos, roupas, caras, coisas do gênero, enquanto os meninos estão mais propensos a serem aceitos por aí como jogadores de vídeo-games “compulsivos”.

Tente ser uma garota com as características de uma garota nerd por aí e as pessoas te olham feio, ou, no mínimo, vão dizer que você precisa é de um namorado para abandonar todas essas besteiras. Podem dizer que você provavelmente vai deixar de gostar de tudo isso em pouco tempo, ou pelo menos vão criticar comparando você com a filha da fulana que é bonita, educada e prendada (inclua aqui todas as atividades domésticas que com certeza a filha da fulana saberá fazer). Outro ponto ruim de se mostrar como uma menina nerd é a falta de compreensão de outras garotas não nerds que só querem saber de coisas fúteis… E elas vão olhar mais torto para você do que qualquer pessoa que você conheça. Ah, e as pessoas podem achar que você está ficando louca também o que sempre garante comentários nas suas costas de seus familiares ou de quem quer que seja…

Por esse e outros motivos eu acho que: sim, garotas nerds existem; sim, não é uma coisa exclusiva de garotos; e sim, você só precisa de um golpe de sorte para que uma garota aparentemente qualquer acabe revelando seus talentos e gostos ocultos… E para a decepção de alguns fãs desse tipo de garotas, existem aquelas que somente fingem ser nerds com segundas intenções… Mas aí já é outra história.

Ah… Sinto-me como se tivesse lavado a minha alma explicando isso (coisa que eu já deveria ter feito há um bom tempo)…

É isso por hoje, acho.

Literatura Infanto-Juvenil para Garotas

Não li e não pretendo ler... ._.

Podem ser sobre anjos, princesas, vampiros, ou mesmo só sobre adolescentes comuns, mas… Qual o problema com os escritores de livros para adolescentes? Quer dizer… (E eu vou me aproveitar que falei sobre clichês há pouco tempo aqui) é sempre a mesma coisa de sempre: os personagens não mudam, as situações seguem a mesma linha de raciocínio, às vezes os detalhes são bem parecidos também.

Acho que existe uma grande conspiração pra alienar meninas e essas escritoras meio que estão seguindo as regras da conspiração. Não sei se é por que eu ando lendo o mesmo tipo de livro demais e talvez devesse partir para outros gêneros, ou talvez eu esteja certa, quem sabe?

Mas o que eu queria mesmo era só dizer isso. Se vemos um livros como Crepúsculo, Fallen, Sussurro… Os três são praticamente a mesma coisa! A menina muda de escola, ou então está na escola e o “bonitão” é que é o novato, aí por algum motivo sobrenatural elas se interessam por eles, depois descobrem que eles têm algum segredo sobrenatural, aí aparece alguma coisa pra ser o/a vilão (ou vilã) e daí o mocinho que deveria ser meio malvado/bad boy salva a menina e fim, eles vivem felizes para sempre (ou não considerando que a coisa é bem pior, porque é uma série de livros…).

Não consegui terminar de ler…

Não vou negar que tem muitos que são extremamente bem trabalhados (ou pelo menos bem contados) e acho que muitos

dos livros da Meg Cabot se incluem aqui (e tem também os da Richelle Mead que quase pecam, mas ainda conseguem se salvar por um ou outro detalhe), mas outros… Eu prefiro nem comentar.

 

E, tudo bem, eu nem posso sair por aí xingando tudo, como eu tenho vontade de fazer, porque eu ainda não li a maioria desses livros todos (e nem vou fazer isso, só pra constar).

É como eu disse no post sobre clichês: “será que dá pra variar um pouco?”

Acho que, em qualquer dia desses, eu vou fazer como disse que faria com babados: vou colocar fogo em tudo. Esperem só até a minha sanidade se perder de vez…

Eu precisava mesmo fazer esse adendo.

Consegui ler por algum motivo sobrenatural...

Li sem muita vontade, mas adorei o final da série...

Ainda não sei como conseguir ler esse...

O que me deixa mais frustrada (porque é frustração o que eu sinto toda vez que eu leio um livro desses, ou pelo menos tento) é o fato de que muitas capas são terrivelmente lindas e, no fim das contas, o conteúdo não faz justiça às capas…

Eu sei, pequenos padawans, que vocês já estão cansados dessa história toda de clichês e coisas do gênero, envolvendo histórias, então paro por aqui… Mas o lado bom da coisa é que talvez as lições de perseverança que a mocinha acaba tendo que enfrentar, talvez o amadurecimento pelo qual ela passa, e o final feliz (que pode alegrar as pessoas) ainda sejam bons motivos pelos quais as pessoas escrevem coisas assim, ou sei lá, isso explica por que muitas adolescentes por aí gostam tanto (e por que a coisa pode não ser tão ruim quanto se imagina).

Mas eu vou dar um tempo nesse tipo de leitura, porque não aguento mais. =P

É isso. =]

“Garotas Estranhas”

Estávamos assistindo Kick-Ass, era aniversário do Bruno, alguns nerds reunidos e tudo o mais. Eis que, em cenas violentas/sangrentas/coisas do gênero, eram as garotas que gritavam, animadas com as imagens que passavam…

Estranhas?! Talvez.

E esse é o ponto desse post, porque acho que foi-se o tempo em que o estereótipo de garotas era tão comum e verdadeiro que chegava a doer. Acho que acabou aquela coisa de coisas de menina para um lado, coisas de menino de outro. Principalmente quando falamos de meninas que são nerds, que querem ser nerds, que simpatizam, ou o que for. Essas meninas gostam de coisas que as pessoas costumam dizer que são tipicamente masculinas, embora possam gostar de coisas “tipicamente femininas” também.

Veja vídeo-game. Eu já falei que gostava de vídeo-game para alguém e essa pessoa disse “ok, tudo bem… mas eu achava que isso era coisa de menino…”.

Ok, campeão. Mas e daí? Se alguém gosta de uma coisa e é feliz assim, qual o problema?

Outra coisa bem comum é a padronização das cores: azul – menino; rosa – menina. Qual o problema de gostar de uma cor diferente dessas? Você pode ser uma menina louca por azul ou um menino que gosta de rosa e não vê problema com isso, independente do que as pessoas possam pensar. E isso não vai afetar alguém, ou vai transformar uma menina num menino, ou um menino numa menina.

Tudo bem, isso não impede de se gostar de coisas consideradas “normais”, mas não vou entrar nesse mérito aqui, não hoje, não agora.

Então, as pessoas tem seus gostos estranhos e aí vem mais um outro fato importantíssimo nesse post:

Repercussão.

Porque a repercussão que a ciência sobre tal gosto de determinada pessoa vai ter sobre a sociedade de um modo geral é uma das coisas que mais preocupam as pessoas. Muitas delas ainda se importam com o que os outros vão pensar, não acredito que por fraqueza, mas por, sei lá, muitas vezes costume, outras vezes por conveniência, outras por necessidade de se manter aparentemente normal para que não se precise perder a paciência com o olhar atravessado dos outros.

Aí é que entra a minha maior crítica sobre o assunto, não porque as pessoas devam amadurecer para demonstrar seus gostos e enfrentar a consciência social, mas para que as pessoas amadureçam para aceitar o gosto dos outros, as diferenças, tanto de visão, quanto de desenvolvimento de cada um (o que leva cada um a ser o que é, com diferenças de opinião e de mais outras coisas).

Gostar de vídeo-game, mangás, anime, livros e mais outro tanto de coisas foi uma opção minha e acho que, se as pessoas não respeitam, não entendem, que pelo menos abstenham-se de comentários ofensivos – não que eu já tenha passado por situação do tipo, estou apenas exagerando um pouco meio que para exemplificar.

As pessoas no Brasil são livres. E esse princípio constitucional tem validade até mesmo quando o assunto é “preferências”.

Gostar do que se gosta é a melhor parte de se estar vivo. Divertir-se com isso então, nem se fala. Independente do que você gosta e se você acha que as pessoas podem achar estranho (tipo eu falando que as pessoas devem achar estranho que alguém em plena faculdade de direito ainda leia livros infanto-juvenis/mangás), quem são elas para dizer o que você deve fazer?

E ser uma garota estranha que gosta de coisas sangrentas/coisa de menino/coisa da qual uma garota normalmente não gosta/ou equivalente é muito divertido. Mesmo. Porque as pessoas não estão preparadas e o susto que elas levam é muito digno. No aniversário do Bruno foi bem engraçado ver as garotas animadas e felizes com as cenas com mais sangue, enquanto os garotos não entendiam a nossa empolgação.

Além disso, as pessoas que realmente importam são aquelas que conhecem você, que entendem você e que aceitam você assim, como você é de verdade. E isso não é nenhuma conversa pra boi dormir.

É isso. =]

Tinha outra coisa sobre o assunto que eu queria falar, mas acabei esquecendo… Então eu vou finalizar o post por aqui.

Hasta la vista õ/

Classificação Taxonômica [?] dos Nerds

Então, há alguns posts atrás eu falei sobre a classificação taxonomica dos nerds. Eu falo isso normalmente, porque eu li em um blog que eu considero muito bom, embora ele não seja atualizado há alguns bons meses, sobre classificação da Geekness. Então eu passei a adotar a ideia. Às vezes eu me deparo com algumas classificações interessantes, sem mesmo querer encontrá-las. E como eu já tenho pelo menos três classificações diferentes aqui em casa, eu resolvi fazer um belo Ctrl+C; Ctrl+V nas ditas classificações. Ate porque eu não estou lá muito interessada em escrever muito hoje. Hahah. Eu preciso de um descanço. Mas, enfim, largando meus problemas de lado, vamos às classificações:

A primeira, eu encontrei no Zine Acesso.

É uma escala multicromática, que ficou um verdadeiro losshoo.

A segunda foi tirada do blog 633k (Geek), de um post sobre classificar sua geekness (esse é o dito post que eu falei lá em cima). E eu vou copiar mesmo, depois se vocês quiserem comentar lá no blog, pra ver se eles voltam a publicar coisas… Enfim:

Artsy – Bauhaus é um adjetivo, obturador não é um instrumento de dentista, 35 milímetros não é o calibre de uma arma. Acha a Pinacoteca, o MASP, o MAM e o MAC (sim há diferença entre os dois) lugares ótimos para um programinha de sábado a tarde. Conhece a moça da bilheteria do Arteplex  pelo nome, é a maior fonte de renda do Cinemark e tá absolutamente sem espaço para outro pôster ou outro DVD.

Clave de Fá – Todo tipo de música tocada em todo tipo de instrumento. Desde os caras do Stomp tirando som de molho de chaves até os finlandeses do Apocalypica fazendo misérias com um pobre de um violãocelo. 20 giga de musica no PC, 30 cds espalhados pelo carro, Mp3 melhor amigo, fortunas gastas em shows e em amplificadores.

Gamer – MMOs, CS, WoW e outras siglas afins. Desde a época do mega drive X snes até xbox X play3 . RPG não é um treco para arrumar sua coluna, War fica muito melhor se o objetivo de todo mundo for ‘conquistar o mundo’, 4 horas na frente de um tabuleiro é mó legal e sudoku ajuda a matar o tempo.

HQuista – Longos períodos de fome para economizar o dinheiro do lanche, sabe de cor nome de todas as namoradas do Wolverine, critica as 20 mil linhas de historia de roteiristas e ilustradores de cada herói, xinga cada morte do Super-Homem e espera com antecipação a próxima ressurreição, acha mó lame que alguém armado de um lápis Faber-Castel amarelo conseguiria derrotar o Lanterna verde.

Otaku – Queria ter nascido, já foi ou irá para o Japão um dia. Acha ler com a abertura da revista virada para a esquerda a coisa mais normal do mundo, arrasa no karaokê em japonês, solta expressões como ‘gotinha’ para dizer que ficou sem graça e gostaria que um dia um espírito viesse buscar vingança através de seu corpo.

Sci-fi – A palavra chave é ‘estrela’. Star Wars, Star Trek, Star Gate, Battlestar Galactica, Tropas Estelares. Klingon é uma língua de utilização corriqueira, naves podem (e devem) explodir quando atacadas por um feixe de íons, viagem no tempo não só é possível como tem maneiras diferenciadas de se fazer isso.

Tech – Nesse mundo funções, derivadas, gráficos e parábolas fazem sentido. Equipamentos eletrônicos são seus amigos e facilitam sua vida, física subatômica é assunto de bar, células fotovoltaicas são a esperança do futuro e não há nenhum conhecimento do mundo que não seja facilmente achado na internet.

Televisionários – Beackman te ensinou que uma banana tem 75% de água, Freakazoide rima com chimpanzé, o último episódio de Friends causa lágrimas, suco de frutas Gummy é um sonho de consumo, Jack Bouer e Mcgyver daria uma boa briga, Heroes foi pro saco e os dias da semana são marcados de acordo com as estréias.

Traça de Livro – Tinha cartão da biblioteca com 5 anos de idade, lê 3 livros ao mesmo tempo, cita autores pelo nome e número de volumes publicados, carrega sempre um exemplar na mochila/bolsa (por que nunca se sabe), leva livro até para a praia e acha que a edição única de Senhor dos Anéis tem um tamanho “modesto”.

E, por fim, mas não menos importante, uma imagem que eu econtrei no Garotas Nerds há algum tempo, mas que, depois, eu descobri que havia sido cortada, porque a gravura original não é nada pequena:

Se você clicar, acho que a imagem pode ficar um pouquinho maior...

E depois disso, eu só tenho algo a dizer. É geek demais no mundo. Ou não.

Espero que tenham gostado. Se não gostaram e acharam que não existe isso tudo aí de geek no mundo, então encare isso do lado engraçado. Não sabe encarar o lado engraçado?! Você tem sérios probelmas. Achou que veria algo mais legal no blog? Sério? Então, eu estou sem ideias por hoje e meu PS2 me chama. Você pode dar ideias, se quiser fazer algo por essa alma que vos fala. Seria bem legal. Ou você pode simplesmente sentar e esperar o próximo post que sai… Bom, eu não sei quando sai.  Acho que até o fim de semana.

É isso. Sem mais por hoje.