Kuragehime

Kuragehime é um anime que foi produzido ano passado pelo estúdio Brain’s Base e possuí apenas onze episódios (e um OVA). É baseado em uma série de mangás josei (tipo de mangá que normalmente é voltado para o público feminino adulto) que atualmente ainda está em publicação (tem seis volumes e é publicado na revista Kiss).


Tsukimi Kurashita, conhecida como a protagonista, é uma moça que saiu do interior para morar em Tóquio e conseguir um emprego de ilustradora. Por não ter muito dinheiro, Tsukime acaba indo morar em uma casa com várias outras mulheres que, como ela, são “otakus” (ou o que muitos chamam de “nerds”) de alguma coisa. Cada uma tem um apreço especial por algo e os gostos delas variam bastante. Vão desde trens até homens da terceira idade, passando por generais chineses, bonecas japonesas de porcelana e águas-vivas – essas últimas são justamente as coisas mais preciosas para a protagonista (aliás, o nome do anime parte justamente daí e é algo como “Princesa das águas-vivas”). Ah, e tem uma mangaká de BL (Boys Love) que nunca aparece e que é tratada como algum tipo de divindade ou algo assim.

Todas elas são antissociais, são fanáticas, podem ser consideradas como “fora de moda” e não possuem qualquer vida amorosa, sequer se aproximam de homens – aliás, homens são um tabu.

Em um lindo (não mesmo) dia, Kuragehime conhece uma garota bonita, segura de si e alta que salva uma água-viva de ser morta por incompatibilidade com uma outra espécie de água-viva, pois dividem o mesmo aquário. A moça consegue o que Tsukimi não estava conseguindo, deixando a garota tão feliz, que não se importa quando as duas acabam seguindo juntas para a casa da protagonista.

A moça, que certamente não se preocupa muito com o fato de estar na casa de uma garota que acabou de conhecer, acaba dormindo no quarto de Tsukimi, que, apesar de estar preocupada com a estranha presença da moça ali, a deixa dormir. O problema é que na manhã seguinte as coisas parecem piorar consideravelmente para a protagonista.

Depois dessa introdução, que saiu maior do que eu esperava, devo dizer que a surpresa que aguarda Tsukimi vai tornar aquela presença ali bem mais complicada. E isso é uma coisa que você percebe logo no primeiro episódio, então nem é tão spoiler assim.

É um anime engraçado e divertido, que tem uma ideia original, mesmo que possamos identificar um ou outro clichê ali no meio. E em certos momentos é legal ver um clichê. Principalmente se ele continua sendo um clichê, com uma estrutura um pouco diferente do que estamos acostumados. Foi justamente essa a sensação que eu tive vendo Kuragehime.

Não é um anime dos mais pretensiosos. O enredo é legal, mas não tem grandes e complexos dramas, o que, a meu ver, acaba sendo um grande ponto a favor.

A parte visual é bem bonita, talvez por ser um anime recente, e os personagens são ótimos. É legal ver as peculiaridades de cada uma das meninas que moram na pensão – porque aquela casa parece aquelas pensões que vemos em novelas (eu já assisti novela, não que ainda faça isso atualmente). Além do fato de que todas acabam sendo excêntricas ao seu modo (Mayaya e Jiji que o digam).

O único problema é que, como eu disse, o mangá ainda não foi concluído, logo o final não é dos mais satisfatórios – e isso é uma coisa que dá para concluir a partir do que eu já falei.

Mas, no fim das contas, eu acho que é um anime que deve ser visto, sim. Principalmente por ser curtinho e nem levar tanto tempo para ser finalizado.

E a abertura é uma das mais legais que eu já vi, tanto pela música chicletinho, quanto pelas imagens, com muitas referências a filmes famosos (Star Wars, 007, Kill Bill dentre outros).

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Wanna Be Nerd: Star Wars [Trilogia Antiga]

Wanna Be Nerd é uma coluna aqui do ParaNerd que tem por finalidade resenhar, comentar (ou o que for) sobre coisas que todo mundo acha que são requisitos necessários para ser um bom nerd. Observação válida: Não levem essa coluna tão a sério assim. Como a maioria das coisas que estão nesse blog, não passa de uma pequena brincadeira entre amigos. =]

 

Então, eu queria falar sobre determinados assuntos aqui no blog, mas não achava que existisse uma oportunidade tão útil, quanto as que eu normalmente utilizo para escrever… Então eu resolvi meio que criar essa coluna, como uma forma, não de reprimir as pessoas que não fazem as coisas que eu citar aqui, mas como uma forma de tentar analisar o estereótipo que muitas vezes pode ser difundido por aí como sendo o “típico nerd”, além de informar sobre que tipo de coisas você precisa saber/fazer/gostar para ser um bom nerd.

Às vezes, eu e o pessoal da faculdade acabamos brincando também sobre a “carteirinha de habilitação nerd”, que é uma forma de dizer : “Você pode se considerar nerd, mas se não fizer aquilo que todo nerd faz e não sabe aquilo que todo nerd tem que saber, você vai perdê-la. Por enquanto você tem o direito de ser chamado ‘nerd'”. E não é pra ser um grupo fechado que a gente faz isso, ou para sermos superiores, ou por qualquer outro motivo que alguém, sem senso de humor, possa achar. Eu meio que vejo como uma brincadeira e que você pode aderir ou não. É uma escolha de cada um. E aqui você pode saber o que você precisa para se habilitar como um nerd. (Hahahaha).

Então, começando com algo bem clássico: Star Wars. Mas não qualquer Star Wars. Estamos falando aqui da trilogia antiga, produzida no final da década de 1970 e no início da década de 1980. Trilogia essa que é considerada a mais importante, quando o assunto é Star Wars, porque a trilogia nova… Bom, eu não sei, mas parece que ela não causa tanta empolgação nas pessoas quanto essa mais antiga. (Falarei da trilogia nova posteriormente).

É a famosa história que acontece no espaço, que possui os cavaleiros Jedi, que possui o famoso vilão Darth Vader, que tem aquelas batalhas com sabres de luz e tudo o mais, que todo mundo já deve ter, pelo menos, ouvido falar.

A trilogia é formada pelos episódios IV (Uma Nova esperança), de 1977; V (O Império Contra-Ataca), de 1980; e VI (O Retorno de Jedi), de 1983. É uma space opera americana, que foi escrita por George Lucas. Foi adaptada para o cinema, por ser mais viável financeiramente e por ter mais apelo ao público (por isso você nota que a trilogia começa no episódio 4… George Lucas sabia que a trilogia antiga era bem mais interessante).

No total, são seis episódios e, como bem sabemos, os primeiros só foram transformados em filmes recentemente (a partir de 1999).

Voltando à trilogia antiga…

Se passa em uma galáxia distante, como o início do filme anuncia (A long time ago in a galaxy far, far away…) e tem todo um universos próprio, com povos, planetas, linguagens, conflitos, formas de organização política, contagem das eras, tudo isso diferente do que vemos no nosso planeta, na nossa realidade.

E… Bom, vejamos a sinopse dos três filmes:

IV – Uma Nova esperança

Sinopse:
Luke Skywalker (Mark Hammill) sonha ir para a Academia como seus amigos, mas se vê envolvido em uma guerra intergalática quando seu tio compra dois robôs e com eles encontra uma mensagem da princesa Leia Organa (Carrie Fisher) para o jedi Obi-Wan Kenobi (Alec Guiness) sobre os planos da construção da Estrela da Morte, uma gigantesca estação espacial com capacidade para destruir um planeta. Luke então se junta aos cavaleiros jedi e a Hans Solo (Harrison Ford), um mercenário, e junto com membros da resistência tentam destruir esta terrível ameaça.

V – O Império Contra-Ataca

Sinopse
Após sofrer um violento ataque das forças rebeldes, o vilão Darth Vader planeja uma contra-ofensiva. Enquanto isso, o herói Luke Skywalker procura o único mestre capaz de transformá-lo em um cavaleiro jedi.

VI – O Retorno de Jedi

Sinopse
Han Solo consegue se livrar do carbonite que o mantinha congelado desde o episódio anterior, mas está prisioneiro, junto com a princesa Leia, dos inimigos. Com a ajuda de Landro Calrissian, eles escapam e tentam libertar a galáxia dos poderes do vilão Darth Vader, que está no comando da Estrela da Morte.

O que me impressiona, não é o fato de serem filmes de quarenta anos atrás que ainda fazem sucesso, não é o fato de serem filmes de ficção científica que ainda fazem sucesso, mas o fato de esses filmes, que eu mesma devo ter subestimado, ter me empolgado tanto a ponto de eu estar nervosa enquanto eu via que faltava alguns minutos para o filme acabar e eu não conseguia saber se a coisa teria um desfecho ou não.

E, mesmo sendo antigo, nem acho que seja tosco (talvez só alguns aliens que acabaram ficando meio… ruinzinhos, mas na minha infância as coisas não eram melhores, então… irrelevante).

Outro detalhe é o fato de que tem temáticas que todos nós já conhecemos (e eu até falei sobre esse tipo de coisa no post sobre clichês), mas no fim das contas acaba cativando por existirem detalhes que tornam a coisa um pouco mais original do que já vimos por aí (e olhe que foi escrito há um tempinho).

Além disso, é um filme que consegue envolver muita coisa boa: comédia, ação, aventura, romance, protagonistas realmente bons, personagens (de um modo geral) ótimos (C3PO me deu nos nervos em alguns momentos, mas ele até que era divertido) e um enredo do qual eu não sei se poderia reclamar…

E por falar em protagonistas, farei justiça à Princesa Léia:

Se toda princesa fosse assim, certamente que o mundo mágico onde as princesas vivem seria muito melhor! A princesa Léia é uma dos líderes rebeldes e luta, além de não ser uma retardada que, só pelo fato de estar apaixonada, fica agindo de forma estúpida. A mulher foi à luta, pegou em armas e resistiu à tortura!! Se eu não a tivesse colocado na lista de mocinhas que dão orgulho, eu me arrependeria pelo resto da vida (ou não)…

Ok, de volta aos filmes:

Minha opinião é: que essa é uma boa dica para aqueles que querem ser nerds, que têm só curiosidade, para quem leva a sério, para quem não tá nem aí, mas quer um bom filme pra ver, para quem gosta de ficção científica, que, sei lá, tá só dando uma passada no blog. Não importa. Recomendo mesmo.

Muitos acreditam que assistir à essa trilogia é o que conta, mas a verdade é que Star Wars acompanha a trajetória de Anakin Skywalker… Well, de qualquer jeito eu diria que isso já é um começo (acho que pessoas que têm curiosidade, ou são aqueles fãs doentes é que poderiam ter maior predisposição a assistir a trilogia nova, mas enfim…)

Star Wars  acabou virando uma franquia que arrecadou milhões de dólares desde o lançamento do primeiro filme e existem várias bugingangas pra vender, além de spin-offs e jogos da série.

É isso.

Digam-me o que acharam (ou não – não posso obrigar ninguém, shit…) e, se possível, deem ideias para a “coluna”. õ/

Moda e Star Wars

Estava passeando pela blogsfera quando me deparei com essas imagens no blog Nerds Somos Nozes, que aliás, é muito bom. Eu tive que colocá-las aqui, porque, enfim, eu acredito que ainda sou uma nerd que se preza. Acho que muita gente por aí deve saber o quanto eu adoro espartilhos/corsets. Essas inspirados em Star Wars, então, viraram praticamente meu novo sonho de consumo, mesmo que aparentemente eles não estejam a venda. (O que é triste).

Bom, os corsets foram fabricados pela Evening Arwen, uma loja de espartilhos sob encomenda. E esses corsets foram fabricados para comemorar o Halloween.

E então? O que acharam?

É isso.